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Ministério Público acusa Rosa Grilo e António Joaquim da morte do triatleta Luís Grilo


segunda, 25 março 2019

O Ministério Público (MP) no Tribunal de Vila Franca de Xira acusou hoje formalmente Rosa Grilo e António Joaquim do homicídio do triatleta Luís Grilo, marido da arguida, morto em Julho do ano passado com uma arma de fogo. “No essencial está indiciado que a arguida, casada com a vítima, iniciou relacionamento amoroso extraconjugal com o co-arguido, tendo ambos combinado e planeado tirar a vida àquele, mediante o uso de arma de fogo, o que fizeram, entre o fim do dia 15.07.2018 e o início do dia seguinte, no interior da residência do casal”, refere uma nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, o MP requereu o julgamento, em tribunal colectivo, com júri, contra os dois arguidos, pela prática, em co-autoria, de crimes de homicídio qualificado agravado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

Luís Grilo, de 50 anos, residente na localidade das Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, desapareceu em 16 de Julho de 2018. O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição, mais de um mês após o desaparecimento, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

O cadáver do triatleta foi encontrado perto de Alcôrrego, num caminho de terra batida, junto à Estrada Municipal 1070, por um popular que fazia uma caminhada na zona e que alertou o posto de Avis da Guarda Nacional Republicana (GNR) para esta ocorrência.