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Reportagem: Época balnear em São Pedro de Moel já começou mas praia continua “triste”


texto: Sónia Perdigão / foto: Luís Filipe Coito quinta, 07 junho 2018

O início do mês de Junho foi a data escolhida para o começo da época balnear na Praia de São Pedro de Moel, na Marinha Grande. A praia, que é uma das estâncias balneares de referência na região, é conhecida pela pequena vila, pelos casarões imponentes, e, actualmente, por umas grandes piscinas encerradas, um hotel de portas fechadas, passeios degradados e por um “desmazelo” em toda a envolvência do areal. 
Quem vive em São Pedro de Moel lamenta a “falta de vida” que actualmente caracteriza o local e frisa que, nos dias de hoje, a praia “não tem diversidade para atrair turistas”. 
A juntar à ‘festa’, ou há falta dela, este ano, o mar decidiu ‘engolir’ grande parte do areal deixando a descoberto pedras a que os habitantes dizem nun­ca antes ter visto. 
A acrescentar à lista de desagrados de quem vive em São Pedro de Moel, estão os caixotes do lixo que “não são limpos” e os pequenos grandes retoques na pintura das vedações que está por finalizar. 
Ontem, no dia em que o Diário de Leiria foi ver com os próprios olhos como estava a praia, o clima não era o mais convidativo. O Sol estava escondido entre as nuvens, o mar revolto e as ruas, quase vazias, sem pessoas.  
Margarida Cunha, uma das poucas pessoas a passear-se por São Pedro de Moel, vive na localidade há já 40 anos. “Isto parou, S. Pedro está um bocadinho triste e é triste ver S. Pedro a ficar triste", comentou a moradora.
"O mar não ajuda, mas isso é a própria natureza não podemos fazer nada. O tempo também não ajuda", acrescentou Margarida Cunha, sublinhando  que "parece que o S. Pedro lá de cima está contra o S. Pedro cá de baixo". 
Para Margarida Cunha, o encanto de S. Pedro foi diminuindo nos últimos anos e, a praia "parou". Para a moradora, um dos factores que mais contribuiu para a falta de vida na praia é o encerramento do complexo de piscinas local.

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