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Tragédia pôs fim à festa mais esperada do ano na aldeia de Gondelim


sexta, 06 abril 2018
«É uma festa linda, espectacular! De quarta a domingo é como se toda a aldeia fosse uma só família». É com emoção que Lina Rodrigues fala das festas de Nossa Senhora da Moita que todos os anos, a seguir à Páscoa, fazem regressar às origens dezenas de famílias oriundas de Gondelim. A sua mãe, Aurora da Conceição, de 87 anos, nunca falha à missa do primeiro dia de festa, ao meio dia, seguida de procissão. Estava na capela quando, anteontem, uma explosão de foguetes matou um jovem, que manuseava material pirotécnico, e feriu dezenas de pessoas dentro e fora do templo. «Sofreu ferimentos graves ao nível da face, do maxilar. Já foi operada, para já, parece estar bem, é forte», adianta Lina Rodrigues. Depois de um dia em que a grande preocupação foi acudir aos feridos - um total de 30 deram entrada no hospital (ver caixa) -, ontem verificavam-se os estragos provocados nas casas e conhecia-se a evolução do estado de saúde dos atingidos pela explosão. O ambiente tradicionalmente de festa e confraternização deu lugar à tristeza de ruas silenciosas. Laurindo Brito, de 80 anos, e a esposa Maria Isabel, de 83, ficaram «com os vidros partidos no salão e na marquise», mas ontem já tratavam de os substituir. Acima de tudo, davam graças por, na fatídica quarta-feira, ainda estarem em casa aquando da explosão, a meia dúzia de metros da residência. «Íamos à procissão, é uma festa muito bonita, estava tudo alegre», conta Maria Isabel.
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