Ambientalista inconformado queixa-se de “cenário dantesco de poluição”
domingo, 04 março 2018
Rogério Guímaro promoveu ontem, no Museu Etnográfico da Praia de Mira, uma conferência de imprensa para denunciar um caso de poluição na localidade e adiantar que decorre em Mira um abaixo-assinado que solicita «o encerramento imediato das infraestruturas», situadas em Mira, «recentemente construídas e que levam à descarga de efluentes em grandes quantidades, e com grande frequência, sem qualquer tipo de tratamento, directamente para a Veia Real “Vala Real”, bem como através de valas a céu aberto, que têm origem na estação elevatória das Cochadas - freguesia da Tocha, concelho de Cantanhede, e que são pertença da Águas do Centro Litoral».
O promotor da iniciativa destacou que, actualmente, existem «milhares de testemunhos de revolta», uma vez que se está perante um «cenário dantesco de poluição», sublinhando que já foi apresentada «queixa ao Ministério Público», no passado dia 23 de Fevereiro. A título de exemplo, Rogério Guímaro adiantou que «somente uma empresa produtora de agrião--de-água «já tem mais de 700 mil euros de prejuízo, que advêm da «péssima qualidade da água, onde somente num lago que é de propriedade particular, mas receptor da água que circula no sistema hídrico público e com uma área de 3.600 metros quadrados, acumulou nos últimos meses mais de 5.400 metros cúbicos de dejectos sem qualquer tratamento, provenientes da Vala Real».
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