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Síria: ONU abre inquérito a alegados ataques químicos do regime


terça, 06 fevereiro 2018
A ONU abriu um inquérito sobre alegados ataques químicos do regime sírio contra localidades controladas por rebeldes, anunciou hoje a Comissão Internacional de Inquérito sobre a Síria mandatada pelas Nações Unidas. “A Comissão recebeu várias informações – que estão a ser investigadas – segundo as quais bombas aparentemente contendo cloro teriam sido utilizadas na cidade de Saraqueb, na província de Idleb, e em Douma, na Ghouta oriental”, indicou num comunicado. Na segunda-feira, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse dispor “de provas de dezenas de vítimas” confirmando a utilização de cloro em ataques do regime de Bashar al-Assad. A Comissão de Inquérito Internacional, presidida pelo brasileiro Paulo Pinheiro, concluiu o ano passado que Damasco foi responsável pelo ataque com gás sarin a 4 de Abril de 2017, que causou mais de 80 mortos. Desde o início da guerra na Síria em 2011, o regime de Assad foi acusado diversas vezes pela ONU de ter recorrido ao gás de cloro ou ao gás sarin em ataques químicos. Em Janeiro, o regime sírio desmentiu o recurso a armas químicas, posição reafirmada na segunda-feira pelo seu representante na ONU. No comunicado, Paulo Pinheiro expressou uma profunda preocupação pela escalada de violência em Idleb e na Ghouta oriental, que matou dezenas de pessoas e atingiu pelo menos três hospitais nos últimos dias. Pinheiro considerou o cerco do regime a Ghouta oriental, um feudo dos rebeldes próximo de Damasco sitiado desde 2013, e os bombardeamentos indiscriminados como “crimes internacionais”. A guerra da Síria já causou mais de 340.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.