Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Adriano Lucas (1925-2011)
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Adriano Callé Lucas

No Museu da Existência as memórias vivem na história de objectos inanimados


Adérito Esteves sábado, 25 novembro 2017
Por vezes achamos que se o Museu da Existência fosse do senhor Francisco, haveria um relógio parado às 16 horas. E outro às 21.30 horas. Porque para o senhor Francisco é assim que o mundo funciona. Quan­do algo de bom acontece na sua vida, ele pára o relógio e congela o tempo. E com isso preserva as memórias. Depois junta-lhes uma etiqueta escrita à mão e assim saberá sempre que o relógio marcava as 14.10 horas quando, ainda moço, roubou aquele beijo à Marlene, cujos lábios sabiam a batom de cieiro. E porque nisto do amor há coincidências giras, aquele senhor de Oliveira de Frades sabe que foi novamente às 14.10 horas que casou com a Sofia, a mulher da sua vida. Portanto, se o Museu da Existência fosse do senhor Francisco, ele iria querer parar o tempo nas duas horas em que a Fábrica das Ideias abre as portas ao público para serem conhecidas as suas memórias guardadas naquele espaço museológico. As suas, mas também as de muitos outros. Todas recolhidas pelo “senhor Melo”, um pouco por todo o país, e agora também na Gafanha da Nazaré, onde hoje e somente hoje, o público pode perceber o poder das memórias e das histórias guardadas nos objectos mais inusitados. Mas atenção que só têm duas oportunidades: uma às 16 e outra às 21.30 horas.
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