Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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“Estive sempre com a arma apontada”


sábado, 04 novembro 2017
Arrancou ontem, no Tribunal da Guarda, o julgamento de Pedro Dias, suspeito dos crimes de Aguiar da Beira, mas, na primeira sessão, o arguido não quis prestar declarações, apesar de a sua advogada ter garantido que irá falar numa próxima audiência. Ao longo do dia, o colectivo de juízes ouviu a principal testemunha do episódio que aconteceu no dia 11 de Outubro de 2016 e resultou na morte do militar Carlos Caetano e do casal Liliane e Luís Pinto. O militar sobrevivente, António Ferreira, recordou aquela madrugada, em que saiu com o colega Carlos para um “giro” e passou por uma zona onde “iam surgindo alguns incêndios”, junto ao Hotel das Termas da Cavaca. Contou que, na altura, encontraram uma carrinha Toyota parada, com um homem a dormir do lado do condutor, que decidiram abordar para pedir a documentação. Entretanto, o colega transmitiu-lhe que do posto de Fornos de Algodres alertaram que se tratava de “uma pessoa perigosa” e que “devia ter uma arma”. Na sequência deste alerta, que pensa ter sido ouvido por Pedro Dias, António Ferreira disse que viu o colega ser atingido a tiro. Foi ele também ameaçado com uma arma e obrigado a colocar o colega na bagageira do carro da GNR e, mais tarde, acabou por ser levado no carro da GNR, preso por algemas à pega do veículo do lado do “pendura”, até que depois parou junto a um pinhal onde lhe terá sido ordenado que se algemasse a um pinheiro, acabando baleado pelas costas. Aí, perdeu os sentidos por tempo indeterminado. António Ferreira sublinhou que não conhecia Pedro Dias e que Carlos Caetano também não, desconhecendo ainda as motivações para os disparos. “O senhor Pedro Dias nunca me deu hipóteses de fazer coisa alguma, estive sempre com a arma apontada”, repetiu.
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