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Ulisses Pereira deixa o S. Bernardo com "missão cumprida" e misto de emoções


Adérito Esteves (texto) e Ricardo Carvalhal (foto) quarta, 31 maio 2017
“Com lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto”. É desta forma que Ulisses Pereira diz sair do S. Bernardo, após três anos como treinador, que culminaram com a subida ao escalão máximo do andebol português. Porém, se por um lado o objectivo alcançado redundou na maior emoção que Ulisses Pereira viveu de “rosa ao pei­to”, a exigência de orientar uma equi­pa na 1.ª Divisão Nacional, é considerada incompatível com as funções de seleccionador nacional feminino que, até agora, davam para conciliar. Na hora da despedida, Ulisses Pereira confidência que “é muito difícil deixar o S. Bernardo”. “Mas, acima de tudo é muito difícil deixar estes atletas”, garante nesta conversa mantida com o Diário de Avei­ro, onde comenta as semelhanças com situação vivida quando deixou as seniores do Alavarium. Diário de Aveiro: Há três anos, quando anunciou que iria deixar o Alavarium, uma das frases que me disse foi “gosto de entrar sem ondas e sair quando as pessoas estão felizes”. O cenário repe­te-se agora com a saída do S. Bernardo. Ulisses Pereira: (risos) É mes­mo isso, eu gosto de levar a felicidade às pessoas. Quando saí do Alavarium não foi uma decisão fácil - sair após o bi-campeonato -, mas sentia que passava a ser um clube apetecível para treinar e para os adeptos acompanharem. E com o S. Bernardo acontece a mesma coisa. Cheguei quando o clube não atravessava um momento fácil, tinha acabado de chegar uma junta directiva - que fez um excelente trabalho ao regressar às origens do clube, e sem querer dar passos maiores do que a perna. E agora, três anos depois, e com o clube lá em cima, acho que é hora certa de sair. Toda a gente está feliz, o clube vive um clima de euforia com a subida à 1.ª Divisão, já há jogadores a querer vir jogar para o S. Bernardo, jogámos com mais de mil pessoas no pavilhão e acho que a felicidade é mesmo o termo. O meu sonho é mesmo fazer as pessoas felizes no desporto, que acho que serve para isso. Saio de consciência tranquila e a sentir que a felicidade ficou no clube. E não gosta de prolongar es­ses sentimentos de felicidade? Não é isso. Os casos são diferentes. No Alavarium tinham sido 12 anos, as jogadoras só tinham tido um treinador e era mesmo muito tempo. No S. Bernardo, se não fosse o facto de estar com a selecção sénior feminina, certamente que eu continuaria. Até porque o projecto que me foi apresentado para a próxima época agrada-me. Não é feito de megalomanias, porque o clube não tem dinheiro para isso, mas é um bocadinho mais ambicioso, a poder proporcionar algo mais aos jogadores, o que é importante numa 1.ª Divisão.
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