Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Refugiado Iraquiano a residir na Batalha encarou com normalidade segundo encontro com o Papa


sábado, 13 maio 2017

Hani Jamah esteve hoje pela segunda vez com o Papa Francisco, um momento que o refugiado iraquiano a residir há um ano em S. Mamede, na Batalha, não valorizou, essencialmente por não ser católico, disse à Lusa. Jamah e a restante família, de oito pessoas, foram hoje cumprimentados por Francisco à saída da Casa de Nossa Senhora do Carmo, no final do encontro do Papa com o primeiro-ministro português, António Costa. O Papa conheceu a família, de origem palestiniana e proveniente do Iraque, em 2016, num campo de refugiados perto de Roma.
A família – um casal com três filhos, avós e bisavó – veio assistir às celebrações que assinalam o Centenário das Aparições de Fátima, presididas pelo Papa Francisco, e que teve como ponto alto a canonização de Francisco e Jacinta, que aconteceu às 10h27.
Sensibilizado pela história da família, que incluiu fugas da Palestina para o Iraque (em 1954) e da Síria para a Europa, com um percurso marítimo até à ilha italiana de Lampedusa, o Papa manteve o contacto com refugiados que vivem hoje na Batalha, perto de Fátima. Depois de conseguirem o estatuto de refugiados em Itália, foram seleccionados num programa de realojamento da União Europeia e estão a viver em S. Mamede, na Batalha, a cerca de sete quilómetros de Fátima, desde Abril de 2016.