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“Espinha dorsal ferroviária” partiu e os efeitos transbordaram na Pampilhosa


Adérito Esteves (texto) e Eduardo Pina (foto) terça, 04 abril 2017
São 11.30 horas e Hélder Carvalho é um dos passageiros de um comboio Intercidades que está estacionado na Pampilho­sa à espera para partir para o Porto. O problema é que, além de ainda não haver maquinista para aquela composição, o comboio está quase vazio e só partirá quando estiver completo, o que obriga a aguardar por mais alguns dos autocarros que estão a fazer o transbordo dos passageiros desde a estação de Coimbra-B. O empresário de 43 anos é a única das pessoas com quem o Diário de Aveiro fala que não sabia que a linha do Norte estava a funcionar com limitações des­de o final do dia de sábado. “Já tinha o bilhete comprado e não ouvi notícias durante o fim-de-semana”, justifica, não esconden­do algum bom-humor apesar da situação. Apesar de manter a serenida­de, Hélder Carvalho é, pro­va­velmente, a pessoa com mais urgência em chegar ao destino, de todas as que o nos­so jornal encontra àquela hora na Pampilhosa. “Eu estou emigrado na Suíça e tenho voo às 15 horas. Por isso, no máximo às 14 horas tenho de estar no Porto”, confidencia. “Eu posso pagar um táxi daqui até lá e até posso perder o avião, mas aí, alguém terá de pagar a factu­ra”, continua, sempre num tom de voz tranquilo e de sorriso no rosto. A única coisa que o incomoda é a falta de informação prestada no local, e a “desorga­nização” que lhe salta aos olhos. “Isto está completamen­te desorganizado. As alternativas que arranjaram para os pa­ssageiros estão a funcionar, mas os atrasos e a falta de in­for­mação para as pessoas são situações muito negativas”, classifica.
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