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Mar de gente no preâmbulo da novela que quer ser um espelho do MMI


Adérito Esteves quinta, 09 março 2017
“Agora vamos ver um filme: a história de amor entre um bacalhau e uma bacalhoa”. Não, isto não tem nada a ver com a telenovela “Espelho de Água”, que está a ser rodada em Ílhavo desde Fevereiro e que, ontem, foi oficialmente apresentada no Museu Marítimo de Ílhavo (MMI), tendo estreia prevista para Maio, na SIC. Quer dizer, se formos ver bem, tem tudo a ver, ou não tivesse sido o actor Filipe Vargas a proferir a frase, no momento em que o elenco estava perante o aquário dos bacalhaus, na visita que foi feita antes da cerimónia protocolar. E por falar no elenco? Podíamos dizer aqui, um por um, os mais de 30 actores e actrizes que o constituem e que estiveram ontem no MMI. Mas isso seria uma ode ao enfado, e esta será uma história de mar. E aí, o especialista está impres­so nas paredes do museu ilhavense. Álvaro, o Campo(s) é teu, como era o elenco? “Homens que metem a carga nos porões!/ Homens que enrolam cabos no convés!/ Homens que limpam os metais das escotilhas!/ Homens do leme! homens das máquinas! homens dos mastros!/Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!”. Respire, isto era só a primeira parte da comitiva: “Gente de boné de pa­la!/ Gente de camisola de malha!/ Gente de âncoras e bandeiras cruzadas bordadas no peito!/ Gente tatuada! gente de cachimbo! gente de amurada!/ Gente escura de tanto sol, crestada de tanta chuva,/ Limpa de olhos de tanta imensidade diante deles,/ Audaz de rosto de tantos ventos que lhes bateram a valer!”. Toda uma Ode Marítima a passear-se no Museu Marítimo, na apresentação de uma novela com histórias de mar.
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