Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Luís Ferreira: “O nosso mote vai ser a cultura do dia-a-dia”


Adérito Esteves (texto) e Ricardo Carvalhal (foto) sexta, 11 novembro 2016
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Camões já o apregoava e a história tem-se encarregado de lhe dar razão. Os ventos de mudança que sopraram em Ílhavo chegaram à cultura. Os tempos que se anunciam trazem diferenças que são reveladas hoje. Tentámos levantar um pouco o véu sobre elas, falando com o novo responsável pela cultura. Diário de Aveiro: Está anunciada para amanhã a gran­de mudança na cultura de Ílhavo. Que mudança vai ser esta? Luís Ferreira: Nós estamos a reorganizar o foco e a forma co­mo se organizam os es­paços culturais em Ílhavo. Houve vários modelos de transição que tornaram oportuna a mudança, que faz parte do pro­cesso criativo e cultural. Quan­do cristalizamos morremos e tornamos as coisas menos interessantes. Toda a gente é substituível e cada um desenha os projectos conso­ante as suas afinidades e mais-valias. Agora temos qua­tro espaços: o Centro Cultural da Gafanha da Nazaré (CCGN), o da Costa Nova, o da Vista Alegre e o Centro Cultural de Ílhavo. Todos têm dinâmicas diferentes. E depois houve também uma alteração muito significativa, no contexto cultural da região: que deve ser aquela que tem mais centros culturais com direcção e programação regular. Nós não podemos esquecer isso e queremos ser uma alternativa dentro deste panorama, ou estaremos todos a fazer o mesmo, num raio pequeno (ver caixa). Essa “concorrência” também justifica a mudança. Sim. Mesmo que não nos apetecesse mudar, o contexto mudou. Primeiro tivemos de olhar para isto tudo e pesnar cultura para isso. Começamos pela lógica dos centros e das periferias – a minha formação é em Design e eu penso e trabalho conceitos. Então, o que é que é quer dizer isto dos “Centros Culturais”? Temos o centro e a periferia. Sendo o centro aquilo que legitima a cul­tura, mas ao mes­mo tempo também é o que castra porque tem regras e posicionamentos. E as periferias, co­mo são marginais, são mais efervescentes e com dinâmicas mais descontraídas, sendo muitas vezes mais palco da criação cultural.
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