Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Escolas começam hoje a receber alunos para preencher 55.000 turmas


sexta, 09 setembro 2016
Os alunos do ensino básico e secundário começam na sexta-feira a preencher as 55.000 turmas abertas pelo Ministério da Educação para o ano lectivo 2016-2017, que marca a distribuição gratuita de manuais escolares no 1.º Ciclo. O número de turmas abertas este ano “está em linha” com o ano passado, disse à agência Lusa fonte do Ministério da Educação, acrescentando que são cerca de 80.000 as crianças que entram este ano para o 1.º ano e que recebem os manuais escolares. Muitas câmaras que já desenvolviam esta prática vão continuar a oferecer os livros, até porque a medida do Ministério da Educação aplica-se este ano apenas ao 1.º ano de escolaridade e não inclui os livros de fichas, só os manuais, que terão de ser devolvidos em bom estado no final do ano. A Câmara de Viana do Alentejo, no distrito de Évora, anunciou que vai oferecer os manuais e os livros de fichas aos cerca de 200 alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, aproveitando os manuais disponibilizados pelo ministério para o 1.º ano e oferecendo os restantes livros necessários para o 2.º, 3.º e 4.º ano, incluindo os cadernos de actividades. Alcácer do Sal, Setúbal, segue a mesma prática, num investimento de superior a 24.000 euros para abranger as 425 crianças do 1.º Ciclo. Na Sertã, a Câmara Municipal optou por assegurar a manutenção das quatro turmas do Instituto Vaz Serra (IVS) em Cernache do Bom Jardim que perderam os contratos de associação com o Estado, na sequência dos cortes de financiamento decididos pelo Ministério da Educação, na sequência de uma revisão da rede pública de ensino. A autarquia decidiu suportar metade dos custos com os alunos dessas turmas, o que corresponde a 200.000 euros, de acordo com o presidente do município, José Farinha Nunes (PSD). De acordo com o Ministério da Educação, todas as escolas vão desenvolver este ano um sistema de tutorias para apoiar os alunos com dificuldades. Alguns estabelecimentos de ensino já desenvolviam experiências do género, mas no âmbito do crédito horário que lhes está destinado para desenvolverem projectos próprios.