Doentes e famílias não estão sozinhos
O Dia Mundial da Doença de Alzheimer foi assinalado ontem pelo Serviço de Neurologia da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULS – Região de Aveiro) que dirigiu convites a familiares e cuidadores de doentes com demência, profissionais de saúde e população para um conhecimento maior do que está associado a este tema.
Mas não é só um dia. Setembro é o “Mês mundial da Doença de Alzheimer» e aquele serviço da ULS reuniu doentes e familiares, chamando a atenção para vários aspetos. Atualmente, o número de doentes que são acompanhados no Serviço de Consulta da Neurologia ronda as 600 pessoas, na área abrangida pela ULS de Aveiro e alguns deles participaram no programa do dia de ontem, acompanhados pelos familiares.
Como prevenir, a prevenção, o que é a doença, como a identificar, a dificuldade nos cuidados que vão crescendo, as formas de acompanhar os doentes, os apoios à disposição... foram muitos os assuntos abordados na sessão. E são vários os apoios disponíveis, com a ULS a recomendar que a família comece por falar com o médico de família e, em simultâneo, obtenha informações na Segurança Social para garantir que não perdem nenhum direito.
São várias as fontes de informações e apoios: centros de saúde do SNS, as linhas telefónicas (da associação Alzheimer Portugal 213 610 465 nos dias úteis, das 9 às 18 horas; 808 24 24 24 do SNS e 300 502 50 da Segurança Social) e nos sites www.alzheimerportugal.org e www.sns24.gov.pt. Informações e apoios também pode ser obtidos nas instalações da Segurança Social, juntas de freguesia e misericórdias.
São pontos de ajuda para obtenção de apoio médico, psicológico, grupos de ajuda, esclarecimento de direitos, apoio domiciliário, centros de dia e lares, complementos, subsídios, assim como o estatuto de “cuidador informal”. Os diferentes apoios vão dos financeiros, às consultas, exames, medicação comparticipada, cuidados continuados, prestação social para idoso com baixos rendimentos, para refeições, higiene, convívio ou internamento. A ULS recomenda uma articulação com estes serviços «desde os primeiros sinais de dependência».
Estes assuntos foram abordados, assim como a progressão da doença, os factores de risco mas também sinais de esperança na investigação que não tem cessado.
Os cuidadores
Um dos momentos do programa foi uma conversa entre neurologistas da ULS e cuidadores, na maioria, cônjuges dos doentes. A dificuldade em lidar com a doença da pessoa com quem partilhou uma vida mas que, agora, vê o outro a perder faculdades é um caminho que todos admitem, entre familiares e clínicos, ser difícil e obrigar a uma adaptação e aprendizagem, considerando que um doente vai ficando cada vez mais dependente.
É preciso estar muito atento aos primeiros sinais e assumir as falhas de memória, mas também há recomendações para os cuidadores informais, por exemplo manter “hobbies” que goste e estar atento à possibilidade de ter formação, como a que acontece no próximo dia 29