
Das «três Marias» ao «borbulhar» comunitário
A «semente» extravasou os limites escolares, estabeleceu-se na comunidade e hoje, sublinhou Elza Paiva, «o Festival de Teatro (FT) já faz parte da matriz e do património cultural de São João da Madeira. «Não temos medo que, no ano a seguir, não haja verba», vincou Cristina Reis, outra das atuais responsáveis pelo projeto “Espaço Aberto” (EA) do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite.
Na 18.ª edição, o evento arranca hoje, precisamente no Dia Mundial do Teatro, com o Teatro do Montemuro, que, pelas 21.30 horas, apresentará, na Casa da Criatividade, a peça “Lá”, que conta a história de dois homens e de uma rapariga que, nos anos 60 do século passado, viajam do interior para a cidade, em busca de uma vida mais agitada. Na atualidade, os três fazem o percurso inverso. Pretende ser uma metáfora das migrações que têm marcado as últimas décadas. Até ao dia 23 de abril, duas dezenas de grupos amadores - locais e de terras vizinhas - também apresentarão as suas propostas e visões teatrais em várias salas e espaços da chamada “cidade do trabalho”.
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