
Carlos Bica, Ana Setton e Marius Preda no festival Ovar em Jazz
O percussionista romeno Marius Preda, o contrabaixista português Carlos Bica e a cantora brasileira Ana Setton fazem parte do cartaz do festival Ovar em Jazz, que decorre de 08 a 11 de abril nessa cidade do distrito de Aveiro.
A edição de 2026 do evento levará ainda a diferentes espaços do Centro de Arte de Ovar um coletivo local fundado especificamente para o certame e também a Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, com o saxofonista norte-americano John O’Gallagher.
A iniciativa é da autarquia local, cujo presidente, Domingos Silva, considera assim reunida uma programação focada no “jazz sem fronteiras” e nas novas linguagens que esse género musical tem dado a conhecer em várias zonas do globo.
“Este festival é um exemplo claro da ambição cultural do município: conjuga qualidade artística, dimensão internacional e valorização do talento local, afirmando Ovar como território culturalmente ativo e aberto ao mundo”, declara o presidente da Câmara.
O primeiro destaque do programa de 2026 é o concerto do virtuoso do címbalo Marius Preda, que levará a Ovar o projeto “Phenomenon”, descrito pela organização do festival como “a síntese de mais de três décadas de carreira internacional”, entre a herança clássica, a tradição folk e a improvisação contemporânea.
Já o contrabaixista Carlos Bica estará em palco com o seu quarteto para apresentar “11:11”, um espetáculo marcado por “forte identidade melódica e intensidade expressiva”, enquanto a cantora Ana Setton, também acompanhada por três músicos, interpretará temas “entre a bossa nova, a música popular brasileira [MPB] e a linguagem contemporânea”.
Quanto aos grandes coletivos, a direção do evento anuncia:
“A dimensão histórica do festival reforça-se com a participação da Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, que sobe ao palco com o saxofonista nova-iorquino John O’Gallagher, num encontro que liga a tradição do jazz português ao panorama internacional”.
Outra formação em cartaz é o recém-criado Ovar Jazz Collective, constituído especificamente para o festival, que reúne músicos do concelho e de outras zonas do país, sob a orientação do percussionista João Martins. O espetáculo terá “groove, improvisação e construção coletiva”, articulando formação e performance para “afirmar o talento local num momento de celebração artística e identidade territorial”.
O próprio João Martins também se apresentará num concerto a solo, no qual irá revelar o álbum “Oxímoro”, que combina “experimentação, risco e liberdade musical”.
Do grupo Fourward, por sua vez, espera-se “forte energia coletiva e pulsação contemporânea”, numa performance com uma “abordagem dinâmica” ao jazz atual.
Outro concerto previsto para o Ovar em Jazz de 2026 é o da banda Mantis, que, segundo a direção do festival, recorre ao jazz e à improvisação para construir “uma narrativa sonora viva e imprevisível, explorando contrastes, texturas e caminhos estilísticos diversos”.
A edição de 2026 do evento inclui ainda um DJ set de Rui Miguel Abreu, outro com foco no vinil, uma mostra de discos e a gravação em direto de um episódio do programa “Notas Azuis”, da rádio Antena 3.











