
“Portugal triste” retratado em fotografias do século XIX e XX
Na Antiga Capitania de Aveiro é inaugurada, pelas 15 horas de sábado, a exposição “Portugal triste: fotografia vernacular no século XIX e XX”, momento que conta com a presença do colecionador Nuno Resende.
Esta exposição propõe uma reflexão sobre a memória visual do país ao longo do século XX através da fotografia vernacular e amadora.
A mostra apresenta, assim, «um retrato construído a partir das imagens produzidas sem ambição artística e destinadas, na sua maioria, ao uso privado, ao álbum familiar ou ao registo casual do quotidiano», avança a autarquia em nota de imprensa.
Materialidade
crua do quotidiano
Reunindo imagens datadas entre o final do século XIX e a década de 1980, adquiridas por Nuno Resende em feiras e alfarrabistas, as fotografias patentes na exposição «confrontam a ideia de uma contemporaneidade limpa, progressiva e coerente - frequentemente alimentada por narrativas artísticas, turísticas ou ideológicas - com a materialidade crua do quotidiano: o absurdo, o peso do trabalho, a repetição dos gestos, a escala humana face à arquitetura ou à paisagem, os retratos improvisados na rua... revelando um país de gestos repetidos, trabalho árduo, modernidades tímidas e persistências sociais», acrescenta a Câmara Municipal de Aveiro.
Exposição construída em
nove núcleos temáticos
Organizada em nove núcleos temáticos, a exposição constrói uma narrativa fragmentada, mas coerente, onde o quotidiano, o trabalho, a cidade, a repetição e a identidade se cruzam com um olhar atento, e na qual são apresentadas imagens inéditas sobre a cidade de Aveiro.
Esta proposta cultural tem entradas livres e as visitas podem ocorrer de terça-feira a domingo, das 10 às 12.30 horas e das 13.30 às 18 horas.










