
Intervenção na margem esquerda do Rio Águeda
A Câmara Municipal de Águeda realizou uma reunião de trabalho com Saldanha Matos, especialista em hidráulica e recursos hídricos, com o objetivo de dar início a uma «primeira abordagem técnica sobre as soluções a adotar na margem esquerda do Rio Águeda», onde continuam a verificar-se situações de inundação, nomeadamente em campos agrícolas, na zona do Sardão e em algumas áreas habitacionais.
Em nota de imprensa, salientou que o encontro enquadrou-se «na estratégia municipal de mitigação do risco de cheias e surge na sequência dos resultados alcançados com o Plano Geral de Drenagem implementado na margem direita da cidade e que também foi “desenhado” pelo especialista responsável pela Hidra, Hidráulica e Ambiente Lda».
A autarquia assinalou que as recentes cheias que afetaram várias regiões do país constituíram «um teste exigente» às infraestruturas existentes em Águeda: duas estações elevatórias, centrais de bombagem, muros e válvulas. Mas o sistema de drenagem e proteção instalado na margem direita «revelou-se plenamente operacional, garantindo a proteção do centro urbano, assegurando a continuidade da atividade comercial e proporcionando maior tranquilidade à população».
Jorge Almeida, o presidente da câmara, sublinhou que «o que aconteceu nas últimas cheias demonstrou, de forma clara, que o investimento realizado na margem direita foi decisivo», enfatizando que «o sistema funcionou, protegeu o centro da cidade e permitiu que o comércio mantivesse a sua atividade sem interrupções».
Acentuou o desafio de completar essa estratégia, considerando que «o caminho seguido foi o correto», mas recordando que «o problema das cheias é sistémico e exige uma resposta integrada».
Segundo adiantou a autarquia, a intervenção na margem esquerda deverá seguir uma lógica semelhante à adotada na margem direita, «adaptando as soluções técnicas às especificidades do território», de forma a mitigar o impacto das inundações.
«Não podemos ficar satisfeitos enquanto houver zonas expostas a este risco», vincou o chefe do governo local, com nota de que a sua equipa vai «estudar, planear e executar soluções estruturais que garantam segurança às pessoas, às pessoas, às atividades económicas e ao território como um todo».
A reunião com aquele especialista marcou «o início de um novo ciclo de trabalho técnico e estratégico, com vista à definição das melhores soluções para assegurar uma resposta estrutural e ampla ao problema das cheias».













