
Museu de Conímbriga fechado e oficina de mosaicos destruída
A tempestade Kristin ditou o encerramento do Museu Monográfico de Conimbriga – Museu Nacional e não se perspetiva uma data para a reabertura. Trata-se de uma medida preventiva, ditada por questão de «circulação em segurança entre o Museu e o campus arqueológico», tendo em conta a queda de um grande número de árvores. Outra das razões prende-se com a falta de energia elétrica, motivada, também, pela queda de mais uma árvore, à entrada do espaço das Ruínas.
«Ao cair, uma árvore rebentou com o cabo de alimentação e ficámos sem energia», diz Vítor Dias, diretor do Museu Monográfico de Conimbriga, que refere os contactos feitos com a E-Redes, no sentido da disponibilização de um gerador – equipamentos que de momento “não existem” – ou do conserto do cabo em questão, que deverá demorar, tendo em conta o número de solicitações em toda a região afetada pelo temporal. «Sem energia elétrica, não podemos abrir a bilheteira e o acesso ao Museu também não é possível», faz notar, assumindo que não há uma perspetiva relativamente à possível data de reabertura, que espera aconteça «sem demora».
Sem prazos está, também, a nova Oficina de Recuperação de Mosaicos, uma vez que a existente recebeu definitivamente o golpe de morte, com a queda de um cedro e de um pinheiro manso de grande porte, que atingiram o telhado da velha infraestrutura, deixando-a «sem condições».
«O caráter vetusto e a longevidade que a oficina tem não permitem a continuidade», assume o diretor. «O nosso trabalho, os mosaicos não foram afetados, mas a estrutura física da oficina sim», acrescenta.
Otimista por natureza, Vítor Dias quer ver neste “ponto final” uma «oportunidade» para a criação de uma nova oficina. «Estamos em sintonia com a tutela», diz, assumindo que se «impõe uma solução para continuarmos a ter a oficina». «O sítio merece e não faz sentido este espaço museológico ficar privado desta oficina, única no país. O nosso objetivo é que não se perca esta oportunidade para melhorar as condições de conforto da oficina», adianta. O “trabalho de casa” está feito, o que significa que projeto existe, só faltam os «meios financeiros» para que possa avançar. A localização ainda não está definida, mas uma das possibilidades é o espaço frontal àquele onde atualmente está instalada, na zona de uma antiga pedreira, com acesso fácil a uma das entradas e próxima do campus arqueológico. «É importante que fique perto das ruínas, por uma questão de funcionalidade quotidiana», considera.
Fazendo mais uma vez jus do seu otimismo, Vítor Dias acredita que este ano e no próximo será possível avançar com um conjunto de projetos importantes para Conimbriga, depois de gorada a requalificação do Museu, ditada pelo facto de o concurso ter ficado “deserto”.
Projetos igualmente com o apoio do Plano de recuperação e Resiliência (PRR), mas mais “curtos” no tempo e no investimento, que contemplam a muralha, junto ao anfiteatro, à Porta de Cellium e a muralha do 1.º Império e ainda a chamada zona do Bico da Muralha. «Os concursos estão a ser lançados, vamos ver se correm bem», remata.










