
Afinal, o primeiro carro elétrico português não vai ser produzido em Oliveira de Azeméis
Contrariamente ao que tem vindo a público nestas últimas semanas, através de alguns órgãos de comunicação social, o tão propalado BEN não será fabricado em Oliveira de Azeméis e muito menos pelo Grupo Simoldes, não obstante este integrar o consórcio (BEN4US) responsável pela sua construção, que junta 44 entidades empresariais e científicas e oito municípios do Norte do país.
Não é que a ideia inicial não fosse - como nos explicou Gonçalo Caetano - «a Simoldes desenvolvê-lo em articulação com vários parceiros, entre os quais o CEiiA [Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto], a TMG [Têxtil Manuel Gonçalves] Automotive, etc., e a fabricação também ficar a seu cargo», mas «alterações da conjuntura da indústria automóvel» fizeram-na cair por terra. «As indecisões e incertezas no setor automóvel são mais do que muitas, para além de termos pouco tempo para cumprirmos os “timings” da própria Agenda [de Mobilidade para a Neutralidade Carbónica nas Cidades - Be.Neutral, onde este projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) se insere]. E, por isso, achámos demasiado arriscado avançar», disse o assessor da administração do grupo empresarial sediado na cidade oliveirense, completando que «a versão base do BEN está a ser desenvolvida pelo CEiiA [com sede em Matosinhos] em colaboração com a Toyota Caetano Portugal (Ovar)» e que o Grupo Simoldes, apesar de não a produzir, «será um fornecedor privilegiado».
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










