
«Vai ser um ano de grande aprendizagem»
É de Aveiro, tem 21 anos e será uma das “caras novas” do pelotão profissional português. Guilherme Mesquita viu o Feirense-Beeceler “abrir-lhe as portas” quando já não contava dar o “salto” e o jovem que reside na Quinta do Picado quer retribuir a aposta com todo o seu empenho. Consciente de que tem tido «uma boa evolução de ano para ano», mas que ainda tem «muito para aprender», Guilherme Mesquita sente-se preparado para o passo que está a dar. O jovem contrarrelogista, que representava a União Ciclista da Maia/Maia Earth Consulters, em entrevista ao Diário de Aveiro, fala desta mudança, mas também se dá a conhecer, contando o seu ainda curto percurso na modalidade após um ano em que, por exemplo, foi segundo classificado na terceira etapa da Taça de Portugal de Esperanças e andou em várias fugas quando teve a oportunidade de competir com os ciclistas de elite. As suas prestações e características não passaram despercebidas a Joaquim Andrade, conceituado diretor desportivo da formação de Santa Maria da Feira, que decidiu apostar no aveirense, que, refira-se, já teve uma curta experiência numa formação espanhola.
Diário de Aveiro: Chega, agora, ao pelotão profissional pela porta do Feirense-Beeceler após mais uma boa época na União Ciclista da Maia/Maia Earth Consulters. Era um objetivo que tinha para 2026?
Guilherme Mesquita: Sim, era o meu objetivo dar o salto para profissional já este ano. Nós temos quatro anos no escalão de sub/23 e o meu objetivo era fazer o último ano já como profissional. Mas, para ser sincero, quando a época passada chegou ao fim, o tempo foi passando e a esperança foi desaparecendo.
Ficou surpreso com a abordagem que teve por parte do Feirense?
Fiquei surpreso porque já tinha pouca esperança de dar o salto este ano, devido à altura do ano em que estávamos, mas não fiquei surpreso pela equipa em si. O Feirense-Beeceler acaba sempre por apostar em alguns jovens todos os anos, e, além disso, o “chefe” Joaquim Andrade já me tinha dado os parabéns após uma das etapas em que andei em fuga no Grande Prémio do Douro, apesar de não ter dito que estava interessado em mim.
E quais são os seus objetivos individuais para este ano de estreia na elite nacional?
Os meus objetivos individuais para este ano passam por aprender. Sei que ainda tenho muito para aprender e acredito que vai ser um ano de grande aprendizagem para mim. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar a equipa em todos os seus objetivos.
Sente-se preparado para esta mudança?
Sim, sinto que é um passo que sou capaz de dar. Tenho tido uma boa evolução de ano para ano e sinto-me pronto para integrar a Feirense-Beeceler.
Byron Munton e Afonso Eulálio são alguns dos nomes que brilharam recentemente pelo Feirense e que sob o comando de Joaquim Andrade saíram para patamares superiores. É motivante ingressar numa estrutura que dá oportunidade a jovens ciclistas?
Sim, claro que me motiva estar numa equipa por onde passaram esses nomes, e muitos outros. Apesar de já estar a viver parte do meu sonho, estaria a mentir ao dizer que não ambiciono mais. Quero continuar a evoluir e saber que ao longo da época poderei ter a oportunidade de competir com alguns dos maiores corredores e equipas do mundo dá-me ainda mais motivação para trabalhar diariamente e crescer como atleta.
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