
De espaço para os jovens da Torreira…a lixeira
O antigo campo de futebol da Torreira, situado junto ao Bairro dos Pescadores, na Avenida Hintze Ribeiro, principal artéria da freguesia e nas imediações do parque de campismo, está a transformar-se num problema ambiental e de saúde pública. O espaço, que durante décadas foi ponto de encontro da comunidade e ganha especial relevância durante as festividades do São Paio, é hoje utilizado como lixeira a céu aberto.
A situação foi denunciada publicamente pela Junta de Freguesia da Torreira nas redes sociais, levando o Diário de Aveiro ao local, onde foi possível constatar o abandono de colchões, móveis, resíduos de jardim, entulho e outros materiais, deixados tanto por residentes como por visitantes.
Perante o cenário, a Junta de Freguesia emitiu um aviso claro, lembrando que é estritamente proibido o abandono de “monstros” quer neste espaço, quer na via pública, junto aos contentores ou em áreas comuns. De acordo com a legislação e os regulamentos municipais de resíduos sólidos em vigor em 2025, esta prática constitui uma contraordenação ambiental grave, punível com coimas que podem variar entre centenas e milhares de euros.
«Isto era onde brincávamos»
Em declarações ao Diário de Aveiro, no local, o presidente da Junta de Freguesia da Torreira afirmou que o problema não é recente. «Esta situação já vem do mandato anterior, há oito anos ou mais. Nunca ninguém meteu a mão nisto. Agora, pelo menos, já se está a avançar para aquilo que queremos: a limpeza e a resolução definitiva do problema», sublinhou.
O autarca recorda que aquele espaço era usado pela população, sobretudo pelas crianças. «Era aqui que brincávamos e jogávamos à bola. É também aqui que, durante o São Paio, ficam os carroceis. Hoje, temos azulejos partidos, tijolos, telhas de rosalite e todo o tipo de lixo. Isto é perigoso e uma contaminação para o meio ambiente».
Segundo o presidente, a Câmara Municipal da Murtosa já iniciou trabalhos de triagem e reciclagem no local, embora alguns resíduos exijam intervenção de empresas especializadas. «Há materiais que não podem ser tratados de forma simples. Isto não se resolve de um dia para o outro, mas é essencial impedir que continue a acontecer», desvelou.
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