
«A premissa para pertencer à nossa equipa é ser boa pessoa»
Diário de Aveiro: Desde quando é que está ligado ao atletismo?
Joaquim Martins: Eu faço atletismo desde 1981, mas depois estive muitos anos sem praticar, até que, mais tarde, decidi voltar a praticar desporto e optei pelo BTT, que era mais fácil. Quando não havia provas de BTT, no inverno, lembrei-me de fazer umas corridinhas, porque o “bichinho” do atletismo esteve sempre comigo. Mas o corpo já não estava habituado! Fazia umas contraturas e acabava por não continuar. Até que houve um ano em que fui fazer um duatlo e para fazer um duatlo é preciso correr. Fiz uns treinos e acabei por voltar a correr.
Como é que foram os primeiros tempos da associação?
Comecei a juntar uns “grupitos” para começar a correr, até que fomos três a uma prova, na Mealhada, julgo que há 11 anos. A primeira grande prova a que fomos foi a meia-maratona de Coimbra, em que levámos 30 elementos.
Entretanto, o clube continua a crescer…
Sim, neste momento já temos mais de 90 atletas e fazemos provas por todo o país. Ainda agora fomos a Condeixa e fomos a equipa presente com o maior número de atletas.
Como é que define a coletividade?
Nós não impomos nada a nenhum atleta. Tentamos que a vontade do atleta seja tida em conta nos objetivos definidos para as provas. Tentamos dar-lhes liberdade e não lhes colocamos pressão. Nós não temos patrocinadores, logo não temos que mostrar resultados a ninguém. Os atletas só têm de mostrar resultados ao resto da equipa ou a mim, mas como eu não lhes exijo isso, os atletas sentem-se sempre à vontade. Uns correm mais depressa, outros mais devagar e nunca deixamos ninguém de fora. Mas a premissa para pertencer à nossa equipa é ser boa pessoa. Tudo o resto vem por acréscimo. Eu só convido pessoas que não correm noutras equipas e a primeira pergunta que faço de imediato é se é boa pessoa.

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