
O livro que guarda o falar do Bairro da Beira Mar
“Memórias do falar que o tempo me deixou...” é uma celebração da identidade popular aveirense, escrita com afeto, humor e profunda autenticidade. Partindo das recordações da infância vivida no Bairro da Beira-Mar, Lucinda Rigueira resgata, nesta obra, expressões, modos de falar e pequenas histórias que marcam a memória coletiva de uma comunidade moldada pela ria, pelo mar e pelo quotidiano simples das suas gentes.
Entre «diálogos saborosos, termos castiços e situações pitorescas, o livro preserva um património linguístico, de A a Z, que o tempo quase fez adormecer, revelando um modo de viver onde a entreajuda, a ironia, a vivacidade e a dureza da vida se misturam com graça natural», explica nota informativa.
Nesta obra, a autora conduz os leitores por ruas estreitas, brincadeiras de outros tempos, figuras inesquecíveis e episódios que transmitem a essência de um povo genuíno. Cada historieta é um convite a viajar no tempo, a sorrir com a sabedoria popular e a reencontrar memórias que pertencem a todos. Mais do que um repositório de expressões antigas, este livro é uma homenagem às raízes, à oralidade, à cultura local e à força emocional das palavras que moldaram gerações. Uma obra que aproxima jovens e adultos, e que guarda, com ternura, o falar de uma terra que permanece viva na memória.
Depois de “Conversas no linguajar do Bairro da Beira-Mar”, tal como a autora prometeu, segue-se uma nova obra que desafia a continuar a percorrer patrimónios imperdíveis das gentes de uma terra abraçada pela ria e apadrinhada pelo mar». Com 256 páginas, o livro vai estar à venda por 15 euros.
“Cagaréu” de gema
Lucinda Rigueira nasceu em Aveiro, em 1949, em pleno Bairro da Beira-Mar. É uma "cagaréu" de gema. Foi professora de paixão toda a vida. Tirou o curso de professora com 18 anos no Magistério Primário de Aveiro e fez o Complemento de Formação Científica e Pedagógica na Universidade de Aveiro.
Deu aulas na Escola Superior de Educação e lecionou em escolas de cidades, vilas e aldeias. Nunca esqueceu que ser professora é sinónimo de entrega em amor e doação maternal. Hoje sente, bem no fundo, que teve a profissão mais bela do mundo. |










