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PS questionam a «transparência» do contrato do projeto para a antiga Lota

Os vereadores do PS na Câmara de Aveiro querem consultar atas, o relatório final do júri e «toda a documentação relativa ao processo» que resultou na atribuição do projeto à empresa “Cátia Alexandre & Nuno Costa, Lda.”

Os vereadores do PS na Câmara de Aveiro questionam a «transparência» da assinatura do contrato para o projeto de execução do loteamento do Parque Urbano das Marinhas, nos terrenos da antiga Lota de Aveiro, «no valor de 690 mil euros + IVA, assinado pelo sr. presidente da câmara, Ribau Esteves, numa sexta-
-fei­ra, após as 16.30 horas, véspera de domingo de eleições», referindo-se às autárquicas de 12 de outubro passado.
Para o grupo de quatro vereadores, da oposição, no executivo, este facto «levanta dúvidas sobre a transparência e a o­portunidade do procedimen­to».
Os socialistas querem «total clareza» e, nesse sentido, solicitaram uma consulta às atas, ao relatório final do júri e a «toda a documentação relativa ao processo», que resultou na atribuição do projeto à empresa “Cátia Alexandre & Nuno Costa, Lda.”. Segundo a câmara, esta adjudicação decorre do concurso de ideias que lançou para a­quela zona, uma área de 17 hectares, «os últimos ribeirinhos disponíveis na cidade», segun­do alertam.
O mesmo gabinete, embora sob o nome comercial “doisarquitectos”, venceu aquele concurso e recebeu «um prémio de consagração de 50 mil euros», segundo a autarquia.
No projeto, a câmara espera dos trabalhos de arquitetura e especialidades a desenvolver uma zona para «habitação, hotel, comércio, restauração, áreas para associações náuticas, um centro de interpretação ambiental, parque verde e ancoradouro». A autarquia é responsável pela prospeção geológica e geotécnica, cujo relatório será entregue à equipa projetista.
O PS alerta que «avançar com este loteamento pode comprometer, de forma irreversível, o usufruto público desta área única, tanto para moradores como para visitantes», e têm «fortes reservas sobre o processo que levou à assinatura do contrato para o projeto de execução do loteamento». Neste sentido, os socialistas pretendem «uma avaliação urgente das consequências de uma possível reversão do contrato e da não execução do loteamento».

Novembro 29, 2025 . 09:30

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