
Nova residência artística no Teatro Aveirense
Por estes dias, o Teatro Aveirense tem sido o laboratório de uma nova criação. Ouve-se a música dos Doors e de Antonín Dvorák e a azáfama natural de uma residência artística faz-se sentir, numa rotina de trabalho intensa, exigente e muito produtiva.
É à companhia Nuisis Zobop que se deve esta dinâmica, numa nova criação dos coreógrafos Hugo Calhim Cristóvão e Joana von Mayer Trindade, que tem por título “Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar o Presente Frágil”.
Com um elenco de quatro bailarinas, esta nova criação invoca, segundo as palavras da companhia, «as Mahavydias, deusas ferozes da sabedoria impura que dói e que ri, Fernando Pessoa delirando “Oriente a oriente do Oriente”, Camilo Pessanha exalando melancolia entre lençóis de linho, Al Berto destilando medo em éter poético, Paul Celan invocando a “Canção de uma Dama na Sombra”».
Esta é a quinta residência artística decorrente do espetáculo, tendo já passado pela Casa Varela, em Pombal, Teatro Viriato, em Viseu, Teatro Stephens, na Marinha Grande e a Fábrica ASA, do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Depois da estadia no Teatro Aveirense, sseguem rumo aos palcos do Armazém 22 – Kale, em Vila Nova de Gaia e do Centro de Criação e Investigação da Nuisis Zobop, no Espaço Agra.
A estreia absoluta está prevista para o dia 14 de fevereiro de 2026, durante o Festival GUIdance, em Guimarães, com apresentação no Teatro Aveirense marcada para 20 de fevereiro.
A Nuisis Zobop - Associação cultural de criação, investigação e formação no domínio das artes performativas, tem por objectivo promover, de forma sistemática e abrangente, a investigação, a formação e a criação no domínio das artes performativas. «Entende-se por investigação o desenvolvimento e consolidação de novos processos de trabalho do performer, por formação a apreensão sistemática de novos modos de estar e agir, e por criação, criar. Estes três vectores não são vistos como estanques entre si mas como possuindo uma complementaridade essencial, de um modo deliberado, explica a companhia, que se dedica, ainda, ao estudo crítico da evolução das artes performativas como instrumento para vitalizar a prática criativa no presente, entre a tradição e o risco. |











