
Alberto Souto aconselha anulação do concurso do “Pavilhão-Oficina”
Ex-candidato do PS opinou ontem nas redes sociais que o «projetado barraco de 20 milhões é um erro estratégico colossal», por não ter «a polivalência desportiva e para espetáculos» e por estar «no sítio errado». Tendo suspendido o seu mandato como vereador na Câmara Municipal de Aveiro, Alberto Souto não suspendeu o seu «exercício cívico de tentar ajudar este executivo com críticas e propostas» e já avançou com algumas para a praça pública.
No domínio do desporto, aconselhou o presidente Luís Souto de Miranda a «anular imediatamente o concurso do “Pavilhão-Oficina”, aproveitando o facto de o mesmo ter sido impugnado e a obra não ter começado». O candidato do PS à chefia do governo local nas autárquicas de 12 de outubro sublinhou que o «projetado barraco é um erro estratégico colossal», por não ter «a polivalência desportiva e para espetáculos/concertos de que Aveiro precisa» e por estar «no sítio errado (junto ao Estádio)». Disse ser preciso «um Multiusos e no local certo (a “walking distance”/para onde se pode ir a pé)» e «não este barraco de 20 milhões».
Aconselhou o presidente da câmara a, «com o mesmo esforço financeiro público», fazer «uma parceria público-privada» para construir «um Multiusos». Até porque «emendar a mão só lhe fica bem, até porque a mão míope não foi sua». Deixou, porém, o aviso: «não queira que a sua seja a mão acéfala, que só faz porque já vinha de trás», com nota de que «vale muito a pena refazer o projeto, redefinir o local e fazer as coisas bem feitas».
Quanto ao possível «atraso de um ano», considerou que «é preferível isso, do que atrasar mais 20 anos a possibilidade de Aveiro vir a ter um Multiusos». E acentuou que «construir um “Pavilhão-oficina” ou construir um Pavilhão Multiusos não é de esquerda ou de direita», antes «uma opção de boa ou má gestão estratégica». No seu entender, esta sua proposta «seria aprovada por unanimidade» no atual executivo municipal.
Alberto Souto fez, ainda, uma segunda sugestão: «conferir polivalência desportiva ao Parque de Feiras». Pediu que Luís Souto de Miranda «instrua os serviços para abrirem concurso para a construção de balneários, aquisição de pisos, tabelas e bancadas retrácteis». Postulou que em poucos meses, «e sem grande esforço financeiro», será possível «aumentar a oferta para a prática de desporto».












