
Chega quebrou acordo e viabilizou Executivo de Aradas
À terceira tentativa, a Assembleia de Freguesia de Aradas, conseguiu, na noite da passada quarta-feira, formar o Executivo e a Mesa da Assembleia, só possível com a mudança de voto do elemento do Chega, Ricardo Nascimento, que, nas duas sessões anteriores, tinha acompanhado o PS e o movimento independente “Sentir Aradas” na reprovação da instalação dos órgãos.
O trio constituído pelo Chega, o PS e o movimento “Sentir Aradas” não sobreviveu à terceira assembleia de freguesia, e o “acordo” acabou por quebrar. Com sete votos (três do PS, três do “Sentir Aradas” e um do Chega), enquanto a “Aliança com Aveiro” (PSD-CDS), com seis, aquelas três forças poderiam ter sucesso enquanto nenhum quebrasse para continuar a pressionar a presidente da Junta, Catarina Barreto (PSD). As três forças combinaram que votariam a favor da instalação dos órgãos se Catarina Barreto aceitasse realizar uma auditoria financeira à Junta, apresentasse documentação solicitada e se colocasse termo às «situações de assédio laboral sobre duas funcionárias da Junta.
Contudo, ao contrário do que tinha acontecido nas duas assembleias anteriores, o Chega votou a favor do Executivo e Mesa da Assembleia, na noite da passada quarta-feira, e mudou tudo e o “Sentir Aradas” declarou: «não pactuamos com comportamentos que revelem falta de carácter». O Executivo aprovado é constituído por Sandra Monteiro (PSD), Ricardo Nascimento (Chega), Sara Ferreira (PSD) e Vitor Tavares (PSD). A Mesa da Assembleia é presidida por Vitor Silva (PSD) e secretárias, são Cláudia Pinho e Virgília Almeida, do PSD.
O povo votou “nela”
Ricardo Nascimento justificou a mudança de voto para seguir a «vontade do povo que votou “nela” (Catarina Barreto)». Sobre a«transparência» na Junta de Aradas, disse que é, precisamente por isso que optou por «abdicar de alguma coisa», neste caso, não manter o voto contra. De resto, disse que «o povo vai saber o que está a acontecer» e que se mantivesse o voto contra, isso «só atrasaria Aradas». Garantiu ainda que será sempre oposição e recusou que o seu voto favorável tenha como moeda de troca, além de um lugar no executivo, a atribuição de um, ou dois, pelouros ao vereador do Chega na Câmara de Aveiro, Diogo Machado. «Isso é mentira, não negociamos lugares», disse Ricardo Nascimento aos jornalistas. O próprio Diogo Machado também negou ao Diário de Aveiro que venha a aceitar qualquer pelouro. Numa publicação nas redes sociisa escreveu ontem que O Diário de Aveiro também tentou ontem um contacto com o presidente da Câmara, Luís Souto, sem o conseguir
Questionada sobre o voto do Chega, Catarina Barreto respondeu que não comenta qualquer acordo assim como sobre as três exigências do PS, “Sentir Aradas” e do Chega (enquanto este se manteve fiel ao acordo).
Ficou por explicar a votação para a Mesa da Assembleia. Inicialmente foram apresentadas duas listas, sendo uma promovida pela “Aliança com Aveiro”, que saiu vencedora. Quanto à segunda, apesar de ser apresentada, não chegou a ser colocada à votação. Catarina Barreto disse que recebeu um sinal de Sónia Aires, do PS, para não avançar.
Aos jornalistas, não confirmou que tivesse dado esse sinal e em comunicado, o PS refere que «não trabalha através de sinais, gestos calculados ou mensagens ambíguas










