
Rosa Fonseca apresenta novo livro de poesia
«Há palavras que se guardam na garganta, silenciosas, até que o mundo precise delas. Há versos que são ponte entre o que se sente e o que se cala». É este o espírito de “Boca Fecunda”, o novo livro de Rosa Fonseca, onde a escritora nascida em Aveiro regressa à poesia.
Esta obra literária, tal como a própria refere em nota informativa remetida ao nosso jornal, «é uma tentativa de dar voz ao que não se diz, de fecundar o silêncio com imagens, emoções e encontros inesperados». «Cada poema», sublinha, «é um instante suspenso, uma forma de sentir o tempo e o corpo, de tocar as memórias que nos atravessam».
Quando pensamos em palavras, imaginamo-las muitas vezes imóveis, à espera de serem lidas. No entanto, em “Boca Fecunda”, a autora procurou que cada palavra nascesse viva, respirasse e tocasse - que fosse corpo, memória e desejo ao mesmo tempo.
Segundo a professora aveirense, licenciada em Estudos Especiais Especializados e Educação Especial, que também frequentou o curso de Línguas e Literaturas Modernas na Universidade de Aveiro, este seu livro «nasce de uma atenção ao detalhe, ao que pulsa na vida quotidiana, e ao mesmo tempo do desejo de transcender a rotina, de abrir espaço para o inesperado».
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