
“A Memória do Cheiro das Coisas” faz pensar
António Ferreira, em conversa com o crítico de cinema Bernardo Freire, falou acerca do seu mais recente filme, “A Memória do Cheiro das Coisas”, que, após integrar a programação especial do Tribeca Festival Lisboa, chegou às salas portuguesas no passado dia 6. Ou melhor, chegou, mas só a algumas salas, uma vez que, por exemplo, em Aveiro não será exibido. Este foi, como diz Bernardo Freire, o "Ato II" deste ciclo de cinema na Fnac Aveiro
Protagonizado por José Martins (que ganhou o “Prémio de Melhor Ator” no 27.º Shanghai International Film Festival) e Mina Andala, “A Memória do Cheiro das Coisas” promete mexer com a consciência de muitos, trazendo à tona «a fragilidade da condição humana e a inevitabilidade da morte, abordando de forma subtil temas que atravessam a sociedade contemporânea, como o envelhecimento populacional, o colonialismo e o racismo estrutural.
O filme «acompanha Arménio, um octogenário ex-combatente da guerra colonial portuguesa, que é internado num lar de terceira idade. Nesse novo universo de rotinas, fragilidades e silêncios, conhece Hermínia, uma auxiliar negra que passa a cuidar dele, com quem cria uma amizade improvável, que o obriga a confrontar os fantasmas do passado e a procurar redenção».
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