
Estarreja debate impacto do ruído ambiental na saúde
O ruído saiu do silêncio em Estarreja. O Cineteatro da cidade foi palco, esta sexta-feira, de uma conferência que pôs em debate um dos poluentes mais ignorados, mas com maior impacto na saúde e na qualidade de vida: o som excessivo. Promovida pela câmara municipal no âmbito do Compromisso Verde, a iniciativa “Ruído Ambiente: o poluente esquecido” juntou especialistas, investigadores e médicos para discutir soluções que tornem as cidades mais sustentáveis e silenciosas.
Na sessão de abertura, a presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto, sublinhou a importância de trazer o tema do ruído para a agenda pública, lembrando que «é um poluente invisível, mas com efeitos muito reais», afirmou, declarando a importância que este tipo de debates podem ter no melhoramento da vida dos munícipes. «Queremos que este seja um momento de reflexão, de aprendizagem e de sensibilização. Estes temas, às vezes difíceis de discutir, são fundamentais. Não vale a pena acharmos que está tudo bem quando sabemos que há ainda muito por fazer», afirmou a autarca.
Isabel Simões Pinto adiantou ainda que o município está a preparar o Mapa do Ruído de Estarreja, um instrumento de gestão «fundamental para planear políticas públicas que incentivem práticas mais sustentáveis e uma cidade mais silenciosa e mais feliz».
Ao seu lado, Miguel Leão, diretor de Serviços de Fiscalização da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, reforçou a relevância do tema. «O ruído é um poluente invisível, mas com impactos significativos na saúde e no bem-estar das populações. Cerca de 25% das denúncias que recebemos anualmente dizem respeito a esta matéria», revelou.
O responsável destacou também o papel central dos municípios na prevenção e controlo do ruído, através da elaboração das cartas de ruído e da integração destas políticas nos planos municipais de ordenamento do território. «A gestão do ruído exige conhecimento técnico, articulação entre entidades e, sobretudo, vontade política para colocar a qualidade de vida das pessoas no centro das decisões», concluiu Miguel Leão.











