
UA reforça papel na investigação de biomateriais e química
A Universidade de Aveiro (UA) acolheu, no final de setembro e início de outubro, a conferência final do projeto europeu SUPRALIFE, que reuniu investigadores conceituados e destacou o contributo da instituição aveirense para a ciência europeia.
Financiado pelo programa Horizon Europe, o projeto teve início em janeiro de 2023 e prolonga-se até ao final de 2025, tendo como objetivo reforçar a «excelência científica e a capacidade de inovação da Universidade de Aveiro na área dos biomateriais supramoleculares multicomponentes, com aplicações avançadas na saúde e na medicina regenerativa», escreve a instituição, em comunicado enviado ao nosso jornal.
O projeto, cujo nome completo é “SUPRALIFE: Unlocking the scientific excellence and innovation capacity of the University of Aveiro in supramolecular multicomponent biomaterials for enabling advanced biomaterials for healthcare” [SUPRALIFE: Desbloqueando a inovação e a excelência científica da Universidade de Aveiro em biomateriais supramoleculares multicomponentes para viabilizar biomateriais avançados para a área da saúde], é coordenado pela UA, através do CICECO – Aveiro Institute of Materials e do Departamento de Química, em parceria com a Eindhoven University of Technology (Países Baixos) e a Université de Bordeaux (França), incluindo as entidades afiliadas Bordeaux INP e CNRS.
Ao longo de quase três anos, o projeto europeu promoveu uma «intensa» rede de cooperação internacional, tendo organizado vários eventos científicos, entre escolas de verão, “workshops” e simpósios. «Estes encontros fomentaram a mobilidade de investigadores, o intercâmbio de conhecimento e a formação de jovens cientistas em áreas emergentes da química e da biomedicina», pode ler-se ainda na nota de imprensa.
Durante a conferência final, realizada no campus da UA, foram debatidas novas perspetivas para o desenvolvimento de biomateriais e aplicações médicas inovadoras. O evento contou com a presença de cientistas de renome internacional, entre os quais Samuel Stupp (Northwestern University, EUA), E.W. “Bert” Meijer (Eindhoven University of Technology, Países Baixos), Luisa De Cola (Università di Milano, Itália) e Marcy Zenobi-Wong (ETH Zurique, Suíça).
Segundo o coordenador do projeto, João Borges, as redes criadas pelo SUPRALIFE «continuarão a gerar impacto muito além do seu término formal, fortalecendo a posição da Universidade de Aveiro como centro de excelência científica e inovação em biomateriais». Embora a conferência tenha representado o encerramento público das atividades científicas principais, o projeto mantém-se em curso até dezembro, com ações de disseminação, publicações conjuntas e novas colaborações europeias em preparação.
«À medida que o projeto SUPRALIFE se aproxima da sua conclusão, ele destaca-se como um modelo de como a colaboração, a troca de conhecimento e a visão podem transformar uma comunidade científica», pode ler-se no “site” do CICECO - Aveiro Institute of Materials.











