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Fernando Batista acredita na «felicidade eterna»

Licenciado em Ciências Religiosas, este professor de Educação Moral e Religiosa Católica, oriundo do concelho de Vagos, é também risoterapeuta

Andou a estudar até aos 24 anos para ser padre, mas nunca chegou a sê-lo. Curiosamente no dia em que decidiu que seguiria outro(s) caminho(s) viu a rapariga, que também era da sua terra natal, com quem veio a casar anos mais tarde, estando, na altura, longe de imaginar que tal viria a acontecer.

«Saí em janeiro de 1996», lembrou Fernando Batista, «e só no final de 2001 é que, estando nós os dois no Rancho Folclórico “Luz e Vida” de Ponte de Vagos, já para aí há um ou dois anos, é que começou a haver ali alguma coisa». «Por causa de uma anedota, que ela não percebeu, em menos de um mês, estávamos noivos [risos]», acrescentou. Presentemente, a mulher e os dois filhos (o mais velho com 18 anos e o mais novo com 11) acompanham-no, sempre que é possível, neste seu «projeto de vida». Estão ao seu lado naquela que, para além do matrimónio e do ensino, é a sua verdadeira vocação - fazer os outros (mais) felizes, através da terapia do riso. Licenciado em Ciências Religiosas pela Universidade Católica Portuguesa (Porto), Fernando Batista é professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) no Agrupamento de Escolas de Águeda Sul e também risoterapeuta. No meio disto tudo, faz questão de ter tempo para estar com a família; cuidar das suas galinhas (o que, aliás, é a primeira coisa que faz logo pela manhã); treinar as suas duas cadelas Border Collie (para, entre outras coisas, vir a fazer sorrir crianças com cancro a caminho do hospital); criar, imagine-se, um “Ayam Ketawa” (galo que ri); etc.. Sim, porque, como explicou, «não podemos estar sempre ocupados. Temos de ter algum tempo para nós, por causa da qualidade de vida».

Depois de ter estudado e residido em várias partes do país, Fernando Batista, de 53 anos, regressou às origens, onde garante estar «como peixe na água». Vive agora em Carvalhais, na freguesia de Ponte de Vagos, no concelho de Vagos, precisamente na casa onde esteve «desde os 6 anos» até ir para o seminário. «É a minha terra, onde me sinto como peixe na água, para desenvolver, depois, também como peixe na água, as minhas atividades», confidenciou à nossa reportagem.

 

A importância do  (sor)riso para a saúde

Para além da Licenciatura em Ciências Religiosas, este vaguense fez pós-graduações e formações em áreas como administração escolar, higiene e segurança no trabalho, “felicidade 5.0”, inteligência emocional, “coaching”, programação neurolinguística, ioga do riso, risoterapia, entre outras. Foi, aliás, através de um curso de ioga do riso, que fez, que acabou por chegar à risoterapia, em 2009.

Na altura, como recordou, veio «para a escola [Secundária de Vagos, onde era professor] treinar com todas as turmas para tentar perceber, a partir de um público que é muito sincero e exigente, ou seja, dos alunos, se isto era interessante ou não, e a coisa foi funcionando».

Tanto que, desde então, tem «promovido o riso, os sorrisos, de uma forma que leve as pessoas a pensar também». Isto é, Fernando Batista “prova por a mais b” «o quão importantes são o riso e a gargalhada nas nossas vidas, que efeitos têm na nossa saúde física, emocional, relacional e comportamental».

Ao longo dos anos, tem «continuado a estudar e também a adaptar os exercícios» consoante as situações e os públicos. «Rio-me e rimo-nos só por rir, mas, depois, explico porque rimos só por rir», assegurou este risoterapeuta, que também é docente de EMRC, marido, pai e o fundador da Mais Feliz - Associação Cultural e Social.

 

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Outubro 30, 2025 . 10:30

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