Comunicação que deixa marcas: o digital na estratégia política local
Na última década, a comunicação política autárquica, em Portugal, evoluiu de forma considerável. Se, até 2017, os “outdoors”, os cartazes de campanha e a famosa bifana no pão ainda dominavam as ações de comunicação, hoje, o digital “online” transformou-se na principal “caravana” das autárquicas.
O Facebook, o primeiro protagonista de ações digitais em Portugal, deu espaço a um diversificado ecossistema de plataformas, das quais se destacam o Instagram, o Twitter, o Youtube e, mais recentemente, o TikTok.
Verifica-se que, no período entre os ciclos eleitorais de 2017 e 2021, as candidaturas autárquicas começaram a revelar novos padrões nas suas ações de comunicação.
Os vídeos, as transmissões em direto e os “posts” com programas eleitorais mostraram que o digital podia criar envolvimento com o cidadão. Ainda assim, muitos perfis ficaram limitados a meros repositórios de fotografias e o chamado “digital brand” - a marca política construída “online” - foi, muitas vezes, ausente ou apenas ativada durante a campanha.
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