
Espinha bífida desafia mulher a transformar dor em superação
O nascimento do primeiro filho, enquanto desejo natural e espontâneo de qualquer casal, é um evento transformador, marcado pelo início de uma nova dinâmica familiar. Sem que nada o fizesse prever, a deficiência veio abalar as expetativas dos pais de Ana Catarina Queirós, natural de Ovar, quando, à nascença, os médicos os informaram de que a filha tinha a “medula aberta”, termo comum para designar a espinha bífida mielomeningocele, a forma mais grave da doença.
O diagnóstico tardio e a origem da doença
Na sua primeira experiência de maternidade, a mãe de Ana Catarina Queirós viveu uma gestação serena, já que as ecografias não indicavam malformações. Apenas nos últimos exames percebeu as «caras esquisitas que o médico fazia», dizendo-lhe que «eu ia nascer muito pequenina», chegando a achar que «ia ser anã», informou a própria.
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