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Espinha bífida desafia mulher a transformar dor em superação

Aos 28 anos, Ana Catarina Queirós enfrenta as cicatrizes da espinha bífida, na sua condição mais grave. Marcada pela diferença e guiada pela coragem, continua a sonhar sem que o coração conheça limites

O nascimento do primeiro filho, enquanto desejo natural e espontâneo de qualquer casal, é um evento transformador, marcado pelo início de uma nova dinâmica familiar. Sem que na­da o fizesse prever, a deficiência veio abalar as expetativas dos pais de Ana Catarina Queirós, natural de Ovar, quando, à nascença, os médicos os informaram de que a filha tinha a “medula aberta”, termo comum para designar a espinha bífida mielomeningocele, a forma mais grave da doença.

O diagnóstico tardio e a origem da doença
Na sua primeira experiência de maternidade, a mãe de Ana Catarina Queirós viveu uma gestação serena, já que as ecografias não indicavam malformações. Apenas nos últimos exames percebeu as «caras esquisitas que o médico fazia», dizendo-lhe que «eu ia nascer muito pequenina», chegando a achar que «ia ser anã», informou a própria.

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Outubro 7, 2025 . 08:15

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