
«Queremos continuar a crescer»
Rui Santos aprendeu a nadar no Clube dos Galitos, aos 4 anos, e, de lá para cá, nunca mais deixou de estar ligado à secção de natação do histórico clube aveirense. O Diário de Aveiro ouviu o diretor técnico da Piscina Municipal Diogo Carvalho, coordenador da natação e treinador absoluto daquele que é um dos poucos clubes portugueses que se encontra na primeira divisão nacional tanto no setor masculino, como no feminino.
Diário de Aveiro: Como é que entrou para a natação e qual foi o seu percurso na modalidade até aos dias de hoje?
Rui Santos: Eu sempre fui Galitos. Há 39 anos, aprendi a nadar com o professor Atita, naquela que na altura era a Piscina do IDP. Gostei da natação, ingressei na pré-competição aos 6/7 anos quando a piscina, curiosamente, também estava em obras. Segui a vertente de competição e continuei o meu percurso até ir para a faculdade aos 19 anos. Fui para Rio Maior e licenciei-me em Desporto, variante de treino de alto rendimento, naquele que foi o único período em que me afastei um pouco do Galitos. Foi em Rio Maior que me iniciei como treinador, até que, convidado pelo presidente António Granjeia, proporcionou-se o meu regresso e desde aí que sou o diretor técnico da piscina e treinador. Comecei por ser professor nos escalões mais jovens.
Como é que a natação do Galitos conseguiu superar o período da COVID-19?
Foi um período muito difícil. A COVID surgiu, possivelmente, numa das melhores épocas que estávamos a ter e numa altura em que tínhamos muita procura. A COVID veio retirar-nos praticamente tudo. Tentámos reinventarmo-nos com atividades fora de água, mas lembro que fomos a primeira piscina do país a abrir e fomos o único clube a organizar uma competição. Isto deu-nos margem para sermos os primeiros a reiniciar os treinos e a escola de formação, ou seja, fomos quase um exemplo no país nesta área.
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