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Coros há muitos… mas “relâmpago” só há um!

Tal como o nome indica, o Coro Relâmpago é sazonal, imprevisível, com elementos que se alteram e um repertório surpreendente. Nasceu na OMA e abre hoje inscrições para a 12.ª edição

Nasceu na Oficina de Música de Aveiro (OMA) pela mão de Patrícia Costa, uma brasileira radicada em Aveiro há uma mão-cheia de anos e cuja paixão pela música, pelo ensino e pela regência de corais a levou a desenvolver um projeto muito especial: o Coro Relâmpago.
Patrícia olha para os coros, não como grupos que interpretam músicas, mas sim como portos de abrigo, de união e de conexão e é isso mesmo que tem acontecido no meio desta “tempestade”, onde todos são bem vindos, «mesmo que nunca tenham tido aulas de canto, de música e até quem se ache desafinado (muitos acabam por descobrir que era mero trauma). E quando deteto alguma disfonia (rouquidão excessiva, por exemplo) prefiro encaminhar para o otorrino, para ter certeza que o coro não irá prejudicar a voz. Mas é raro», testemunhou ao Diário de Aveiro, na véspera de abrir inscrições para a 12.ª temporada do Coro Relâmpago.

Seis ensaios
e um espetáculo
Os ensaios têm início marcado para dia 1 de setembro, na OMA, todas as segundas-feiras, entre as 19 e as 21.30 horas, e estão previstos «seis ensaios e uma linda e inesquecível apresentação ao público», considerando ainda que a «experiência do canto coletivo muda vidas e constrói redes de apoio», quase como se de terapia ao coração se tratasse.
Relativamente à apresentação, Patrícia Costa avançou que deverá acontecer em Aveiro e no primeiro fim de semana de outubro. O Coro Relâmpago irá subir ao palco com o Coro Corisco, (outro projeto musical que descende diretamente do Relâmpago e que é “alimentado” por quem se quer manter num coro e com uma atividade mais consistente e contínua). De acordo com a regente, no Corisco são acolhidos os coralistas «mais desenvolvidos musicalmente, pois o repertório é muito específico e de elevado grau de dificuldade». Já o Relâmpago, como o nome indica, «é sazonal e os seus elementos têm possibilidade de ganhar novo fôlego e não se sentirem comprometidos o ano todo. Podem fazer um e voltar, por exemplo, duas temporadas depois, e está tudo bem».

Projeto agregador
e democrático
Com um estilo que define como «variado», para a 12.ª edição do Coro Relâmpago vão ser interpretadas peças portuguesas, brasileiras e africanas. Uma opção que reflete o ADN deste projeto, que se quer inclusivo, multicultural e agregador. «O bonito do canto coral é exatamente isto. Considero-o o grupo mais democrático que existe, onde idade, género, nível social, nacionalidade, religião, profissão... se unem em torno de um bem comum, de um trabalho coletivo. Já vi funcionário de baixo salário ajudar o diretor a cantar. É lindo de se ver». E recorda, «em edições passadas tivemos uma senhora de 87 a cantar ao lado de adolescentes de 13, lembrando que «juntamos sempre, neste projeto, diferentes nacionalidades: portugueses, brasileiros, africanos, gregos, colombianos...».
Profundamente orgulhosa deste Relâmpago artístico, destaca a sua longevidade, 12 edições, «desde novembro de 2022 que vem reunindo pessoas com diferentes expectativas e por vezes receios, para um trabalho artístico coletivo», acrescentando que existe um núcleo de cinco cantores que estão «desde a primeira edição, e que acabam por acolher os novatos. Ou seja, a cada edição o coro canta mais bonito. É mesmo motivo de orgulho».

Nasceu a Associação Cultural Somavozes

De acordo com Patrícia Costa, acaba de ser formalizada a «nossa» Associação Cultural Somavozes, que pretende ser «um meio de viabilizar as nossas apresentações, no difícil agendamento de espaços em Aveiro». «Quem sabe, através da câmara conseguimos novas possibilidades? Os aveirenses precisam de saber que contam com os nossos corais para estreitarem laços, conhecerem novos repertórios e experimentarem novas formas de cantar, com repertório nem sempre tradicional. O canto coral é para todos e é neste sentido que seguimos entusiasmados». |

Agosto 27, 2025 . 09:45

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