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“Run for Peace” está na reta final

Pedro Queirós completou, ontem, a 90.ª maratona de um projeto que visa angariar 100 mil euros

A 25 de abril partiu da Praça do Comércio, em Lisboa, rumo a Auschwitz, na Polónia, com o objetivo de correr 100 maratonas em 100 dias e angariar 100 mil euros, no âmbito do projeto “Run for Peace - Um Manifesto pela Paz”. A 30 de abril atravessava, debaixo de chuva torrencial, envergando uma capa, os concelhos de Vagos, Ílhavo e Aveiro (estes dois últimos a­companhado pelo nosso jornal), onde viria a pernoitar antes de partir para Ovar. Ontem, 92 dias depois de iniciar esta aventura humanitária, Pedro Queirós entrou em Bratislava, na Eslováquia (oitavo país desta «gran­de epopeia»), envergando uma capa de plástico improvisada (feita a partir de um saco) para se proteger, imagine-se, de outra tempestade.
Correr por causas humanitárias já faz parte da vida de Pedro Queirós há alguns anos. Mas, desta vez, elevou a fasquia, prolongando “a corrida” por 100 dias, para angariar 50 mil euros para a construção de uma escola no Nepal, em parceria com o projeto “Dreams of Kathman­du”, e outro tanto para apoiar iniciativas que visam a paz entre Israel e a Palestina, promovidas pela “Hand in Hand” e a “Combatants for Peace”.
Ontem, enquanto corria em Bratislava, afirmou ao Diário de Aveiro que o balanço do “Run for Peace” «é bastante positivo», quer ao nível do propósito humanitário - «tem conseguido despertar consciências para a tolerância, a paz e o diálogo, fazendo jus ao lema que apresentei no início de “criar pontes e não muros”» -, quer em matéria de superação, uma vez que, ao longo de tantos quilómetros, atravessou muitas dificuldades, quer logísticas, físicas ou emocionais. Por exemplo, durante esta aventura, a sua família estava em Teerão quando Israel atacou o Irão, o que impossibilitou o seu encontro em Paris para a celebração do seu 44.º aniversário.
Pedro Queirós, que conseguiu criar uma “onda de apoio” em cada local por onde passou, não é pessoa de “atirar a toalha ao chão”. Este projeto é um hino à resiliência que tão bem carateriza o seu fundador. «Devemos olhar para os problemas que enfrentamos de cabeça erguida, respirar fundo e ter a capacidade e a calma de resolver as situações com que nos deparamos», vinca. E assim tem sido, ao longo de 92 dias - carregando a mochila e os vários problemas, mas, «com muito trabalho, tem sido possível superar os obstáculos».

Ter o sonho de alcançar os 100 mil euros
Chegar ao montante de 100 mil euros até ao dia 3 de agosto continua a ser o grande objetivo do “Run for Peace”. Até ao 75.º dia desta aventura tinha sido reunido cerca de metade do valor, o que levou Pedro Queirós a lançar um desafio - o “Five for Peace”, que está a decorrer -, propondo à sua comunidade que angariasse amigos, colegas de trabalho, familiares… para que se juntassem à causa através de donativos. A par desta recente iniciativa, o projeto conta, também, com parcerias que já permitiram levar a cabo diversos leilões de camisolas autografadas dos quatro grandes clubes de futebol portugueses, bem como de outras modalidades, nomeadamente do ciclismo (João Almeida, Nelson Oliveira e David Vivas) ou da canoagem (Fernando Pimenta).
A poucos dias de terminar a aventura, Pedro Queirós diz que «é a fase do tudo por tudo». «É a altura de acreditar no impossível e é por isso que vou lutar e continuar focado em todas as frentes», reforça.
Quem pretender associar-se à causa humanitária do “Run for Peace”, ou efetuar donativos, pode consultar todos os detalhes do projeto em www.pedroqueiros.com e a­companhar esta aventura diariamente através da sua página de Instagram (@pedro_queiros_projectx).

Julho 27, 2025 . 08:30

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