
Quatro detidos em Portugal, Espanha e Panamá por burlas de 140 milhões de euros
Quatro pessoas foram detidas e sujeitas a prisão preventiva em Portugal, Espanha e no Panamá, “fortemente indiciadas da prática de burlas” informáticas e desvio de 140 milhões de euros, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
“Dois dos quatro elementos desta organização criminosa, nomeadamente o cabecilha, foram detidos em Vila Nova de Gaia e no Porto, em cumprimento de mandados de busca e detenção solicitados pelas autoridades judiciais espanholas, numa operação executada pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, com a participação de elementos da Polícia Nacional de Espanha e da Europol”, de acordo com a informação divulgada pela PJ, em comunicado.
As autoridades espanholas conseguiram desmantelar dois centros operacionais estratégicos, procedendo à detenção dos gerentes e apreendendo mais de 170 telemóveis e 15 computadores “utilizados para realizar milhares de transferências”.
Paralelamente, foram apreendidos “três milhões de euros em recursos obtidos de forma fraudulenta”, que se encontram disponíveis para restituição às vítimas de tais crimes.
O grupo de suspeitos abriu cerca de 800 contas bancárias e 120 contas empresariais, apropriando-se de 140 milhões de euros, no total.
A investigação teve início quando as autoridades policiais detetaram “atividade empresarial que parecia legítima”, mas apresentava indícios de lavagem de dinheiro, envolvendo nove pessoas singulares e 19 coletivas.
Os fundos angariados eram imediatamente dispersos e ocultos numa outra rede de contas bancárias, numa cadeia de transações que protegia “o produto do crime”, permitindo que tais quantias fossem transferidas de forma dissimulada para contas bancárias de outros países.
Para o branqueamento das quantias subtraídas às vítimas, o grupo contou com a colaboração de 67 pessoas, dispersas por vários países, na Europa.
A rede de branqueamento da organização criminosa foi desmantelada.











