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Bandas do concelho de Oliveira de Azeméis em encontro da música com a indústria

Evento realizado no mês passado voltou a destacar a riqueza do movimento filarmónico local e a sua importância na preservação da identidade cultural do município

As seis bandas filarmónicas do concelho de Oliveira de Azeméis reuniram-se em junho passado, para mais uma edição do Encontro de Bandas de Música, iniciativa que voltou a destacar «a riqueza do movimento filarmónico local e a sua importância na preservação da identidade cultural do município».

A manhã do dia ficou marcada pelos tradicionais desfiles até aos Paços do Concelho, onde decorreu um dos momentos mais simbólicos do evento. Reunidas pela primeira vez nesse dia, as seis filarmónicas interpretaram em conjunto a marcha “Benemérita”, da autoria da compositora oliveirense Catarina Costa, uma obra criada em homenagem a D. Aldina Valente, figura de reconhecida importância para a comunidade e para o associativismo local.

A nona edição do evento decorreu sob o tema “Vidro, Moldes e Filarmonia”, estabelecendo «uma ligação entre a tradição musical das coletividades do concelho e dois dos setores industriais que mais marcam o desenvolvimento económico e social da região há várias décadas».

O programa integrou momentos de convívio, partilha e atuações das bandas participantes, proporcionando ao público «uma jornada musical diversificada e demonstrando a vitalidade das filarmónicas oliveirenses, cuja atividade continua a desempenhar um papel fundamental na formação cultural de várias gerações».

Um dos momentos altos do encontro foi a interpretação conjunta da obra original “Ponto de Fusão”, composta pelo maestro e compositor espanhol Ferrer Ferran e apresentada por músicos das seis filarmónicas concelhias, sob a direção do maestro Manuel Silva. A composição simbolizou «a união entre diferentes instituições, gerações e tradições», refletindo simultaneamente «o espírito de cooperação que caracteriza o movimento filarmónico e a capacidade de inovação associada à indústria dos moldes e do vidro».

A apresentação da obra foi acompanhada pela projeção de um vídeo da autoria do fotógrafo Kim Ramalho, especialmente concebido para este encontro. O trabalho audiovisual incluiu imagens captadas em diversas empresas dos setores do vidro e dos moldes, reforçando a ligação entre a música e o tecido económico do concelho.

Para além da componente musical, foi valorizardo o património industrial do território através da exposição “Do Vidro aos Moldes”, que contou com a participação do Berço Vidreiro, do Grupo Simoldes e do CENFIM.

Julho 14, 2026 . 10:30

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