
O papel da logística na criação de valor e competitividade
Foi recentemente publicado o livro “Gestão Estratégica das Cadeias de Abastecimento: Fundamentos e Estratégia para a Criação de Valor”, uma obra da autoria de João Carlos Santos, Carlos Francisco Picado e Joaquim Silva Marques, que pretende contribuir para a compreensão dos desafios e oportunidades que marcam a gestão das cadeias de abastecimento no contexto económico global do século XXI. Editado pela Conjuntura Actual Editora, chancela da Edições Almedina, o livro aborda de forma abrangente os principais conceitos, estratégias e ferramentas que sustentam a gestão moderna da logística e das operações, numa época em que a competitividade das organizações depende cada vez mais da eficiência e da resiliência das suas cadeias de abastecimento.
A obra parte da premissa de que a concorrência já não ocorre apenas entre empresas isoladas, mas entre cadeias de abastecimento integradas, onde fornecedores, distribuidores, operadores logísticos e clientes desempenham papéis interdependentes na criação de valor. Neste contexto, os autores defendem a importância da articulação entre marketing, operações e logística como fator determinante para a obtenção de vantagens competitivas sustentáveis.
Ao longo dos vários capítulos, são analisados temas como a aquisição estratégica e o aprovisionamento, a gestão de stocks, os modelos de distribuição, os diferentes modos de transporte de mercadorias e a gestão de armazéns. O livro explora, igualmente, conceitos fundamentais do comércio internacional, incluindo os Incoterms 2020 e os principais métodos de pagamento utilizados nas transações globais.
Transformação digital
Ferramentas como sistemas ERP, plataformas de gestão logística, Internet das Coisas, inteligência artificial e “blockchain” são apresentadas como elementos cada vez mais relevantes para a otimização dos fluxos de informação e para a melhoria da eficiência operacional das organizações. Outro dos temas centrais da obra é a crescente preocupação com a sustentabilidade.
Os autores analisam a incorporação de critérios ambientais nas decisões logísticas, o desenvolvimento da logística verde, a economia circular e os processos de logística inversa, apontando estes fatores como componentes essenciais para a competitividade futura das empresas. A segurança e a resiliência das cadeias de abastecimento merecem igualmente uma análise aprofundada. A publicação aborda os riscos físicos, tecnológicos e reputacionais que podem comprometer a continuidade das operações, defendendo a necessidade de estratégias que conciliem eficiência, flexibilidade e capacidade de resposta perante cenários de crise.
Segundo os autores, o futuro das cadeias de abastecimento será marcado pela crescente interconectividade entre organizações, pela utilização intensiva de tecnologias inteligentes e pela necessidade de construir modelos mais sustentáveis e resilientes. |











