
Parlamento recomenda a construção de nó na A1
A Assembleia da República (AR) aprovou, ontem, três projetos de resolução, os quais recomendam ao Governo que garanta a criação de um nó na Autoestrada 1 (A1) entre Anadia e Oliveira do Bairro.
O projeto do PSD/CDS-PP pede que, na renegociação da concessão da A1, «fique consignada a obrigação da concessionária de criar» esse nó entre os dois concelhos. Foi aprovado com a abstenção do PCP.
Com a abstenção do PCP e Livre, foi aprovado o projeto de resolução do Chega, recomendando ao executivo que «determine, com caráter prioritário», a concretização daquele nó e «proceda à correção das insuficiências de acessibilidade identificadas» naquela via, «através da revisão das condições de exploração da concessão». Já o projeto de resolução do BE, aprovado por unanimidade, sugere ao Executivo que «assegure a rápida construção» do nó entre os dois concelhos.
Paulo Cavaleiro (PSD) afirmou que a criação do nó é «uma reivindicação tão antiga quanto legítima daquelas populações» e a sua ausência «constitui um constrangimento claro à competitividade da região». Fez notar que «são 23,6 quilómetros que distam entre as saídas de Aveiro Sul e da Mealhada, numa das maiores distâncias entre os nós da A1».
Do CDS-PP, João Almeida, adiantou que os dois municípios não se limitaram a reivindicar, mas trabalharam para «desenvolverem a solução técnica para que, quando a opção for tomada, já existir em concreto, como existe neste momento, com o estudo prévio realizado».
Para Armando Grave, do Chegam a criação do nó é uma «necessidade objetiva, justificada e urgente», representando uma «resposta necessária em nome da coesão territorial, da competitividade económica e do interesse público».
Fabian Figueiredo (BE) considerou que o troço de 23 quilómetros da A1 sem uma única saída «é um dos maiores vazios de toda a autoestrada do país», precisamente onde «vivem mais de 52 mil pessoas». E Filipe Sousa (JPP) sustentou que os dois concelhos «não podem continuar reféns de um vazio no mapa rodoviário nacional».
Mário Amorim Lopes, da IL, assinalou a surpresa por este investimento não constar «nesse grande plano de reciclagem que é o PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência]», sublinhando que «deveria estar feito há muito».
Hugo Oliveira, do PS, disse que o que seria de esperar do PSD «não era um projeto de resolução, era uma solução, porque este tema já foi debatido, consensualizado» e «foi dado qual seria a fonte de financiamento».
Jorge Pinto (Livre) disse que a concessão em vigor «não pode servir de desculpa para, uma vez mais», o adiar a solução, e Paula Santos (PCP) registou «perplexidade porque «os partidos do Governo vêm recomendar ao Governo que faça um investimento que tem capacidade para executar».











