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Feira Quinhentista revitaliza a época medieval em Sever do Vouga

Uma nova edição da recriação do ambiente do século XVI celebra a entrega do Foral e comemora o regresso de D. Manuel I ao município de severense, num ambiente de alegria e enaltecimento da história regional

A Sever do Vouga entrou em modo quinhentista com o arranque, esta sexta-feira, de mais uma edição da Feira Quinhentista, que ao longo deste fim de semana recria o ambiente vivido no início do século XVI, aquando da atribuição do Foral por D. Manuel I, em 1514.

O Parque Urbano da Vila voltou a transformar-se num autêntico cenário histórico, onde não faltam bancas de artesanato, tabernas, música ao vivo, falcoaria e recriações de ofícios tradicionais.

«Projeto de salvaguarda da memória severense»

O presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga, Pedro Lobo, destaca o caráter identitário da iniciativa, sublinhando que «a Feira Quinhentista representa um dos momentos mais profundos da nossa identidade».

Mais do que um evento de animação, o autarca considera que se trata de «um projeto de salvaguarda da memória coletiva de Sever do Vouga», acrescentando que «celebramos aqui o Foral outorgado por D. Manuel I em 1514, transformando o nosso Parque Urbano num palco onde o passado e o presente se encontram em perfeita simbiose».

Nesta edição, que decorre até este domingo, a aposta pas­sa pelo reforço da autenticida­de. «Não queremos apenas “figuração”, mas sim vivências re­ais», afirma Pedro Lobo, apontando como exemplos os a­campamentos, as recriações cénicas e os rituais sociais da época.

Entre os momentos mais aguardados é o Cortejo Régio, no domingo, com a presença simbólica de D. Manuel I. A animação inclui ainda torneios de cavalaria, mostras de armas, recriações históricas e espetáculos de fogo noturnos. «Queremos que quem nos visita sinta que recuou no tempo», afirma o presidente da autarquia, reforçando o convite não só para os severenses. «Venham descobrir um Sever do Vouga orgulhoso da sua história».

Responsável pela produção do evento, Diamantino Soares explicou ao Diário de Aveiro, que a feira resulta de vários anos de experiência no território. «Há cinco anos que colaboramos na produção deste evento», refere, acrescentando que a empresa é responsável pelos espetáculos e cenografia.

Sobre os destaques do programa, aponta que «os pontos altos são sempre os espetáculos de fogo e os torneios», comentou o responsável, sem esquecer as recriações temáticas. «Temos espetáculos como o casamento e o funeral quinhentistas, que são um retrato histórico, mas também têm uma componente de interação com o público». O mercado, elemento central da feira, surge como reflexo da época. «Estamos a retratar a entrega do foral em 1514. O mercado estava sempre associado, com a troca de mercadorias, as tabernas e a vivência social da altura».

Mais de 15 mil visitantes esperados

A organização prevê uma for­te adesão do público ao longo do fim de semana. «Com as condições meteorológicas favoráveis, acreditamos que mais de 15 mil pessoas vão passar por cá», adianta Diamantino Soares.

O produtor destaca ainda a importância da gastronomia e das tabernas como fator de atração. «O público gosta de vir, comer e beber, e isso faz com que permaneça mais tempo e assista aos espetáculos».

O envolvimento da comunidade local continua a ser um dos pilares do evento, com associações, artesãos e grupos culturais a dinamizarem diferentes espaços da feira.
Para os mais novos, a ex­periência assume também um caráter pedagógico. «Para as cri­anças tudo é novo. É uma for­ma de perceberem como se vivia, como se comia e como se organizava a sociedade», sublinha o responsável pela produção.

Uma das novidades desta edição é a abertura do acampamento ao público, permitindo uma maior interação. «Este ano não é só ver, é viver e experienciar», afirma. |

Abril 25, 2026 . 08:30

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