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Centro de Arte Oliva vai acolher a "ponto ponto linha linha plano cor" de Victor Costa

Galeria de São João da Madeira inaugurará a mostra hoje, apresentando a produção mais recente do pintor e propondo «uma leitura do seu universo pictórico através de uma constelação de paisagens imaginárias enraizadas na realidade»

Esta tarde, pelas 17 horas, será inaugurada, no Centro de Arte Oliva (CAO), "ponto ponto linha linha plano cor", uma exposição dedicada à produção mais recente de Victor Costa. Com curadoria de Katherine Sirois, apresenta «um conjunto significativo» da produção mais recente do pintor e professor natural de Coimbra, propondo «uma leitura do seu universo pictórico através de uma constelação de paisagens imaginárias enraizadas na realidade».

Evidencia o processo de «produção em série» que caracteriza o seu trabalho, ao mesmo tempo que destaca «a intensidade energética e poética das suas pinturas, em particular das obras de grande formato realizadas nos últimos anos».

Na informação sobre a mostra, o CAO salientou que «a pintura de Victor Costa desenvolve uma linguagem própria», na qual «composições espaciais rigorosamente construídas convivem com gestos intuitivos e campos cromáticos de forte expressividade».

Entre estruturas geométricas, padrões, linhas e manchas de cor, o artista constrói «um universo visual marcado pela tensão entre racionalidade e sensibilidade, ordem e espontaneidade, convidando o público a um exercício simultâneo de reconhecimento, associação livre e contemplação».

Katherine Sirois explicou que o título da exposição remete para Ponto, Linha e Plano (1926), de Wassily Kandinsky, obra fundamental para a compreensão da linguagem abstrata. «Uma linha nasce de um ponto posto em movimento, e múltiplas linhas interagem para produzir os planos de uma composição», recordou a curadora, evocando a ideia de que a pintura resulta da organização das tensões entre os seus elementos fundamentais.

Sublinhou que «é precisamente essa tensão que distingue o trabalho» do pintor, com nota de que, por um lado, emerge uma dimensão intuitiva, sensorial e onírica, expressa através de campos cromáticos, manchas e marcas orgânicas; por outro, uma dimensão racional manifesta-se em desenhos técnicos, grelhas, padrões e estruturas geométricas cuidadosamente construídas». E da interação entre estes dois registos «nasce uma pintura simultaneamente rigorosa e aberta à experiência sensível».

Victor Costa realizou o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto em 1977, onde foi professor associado até 2005. Criou o Centro de Arte de São João da Madeira, do qual foi diretor de 1986 a 2014. Em 2013, dirigiu o Núcleo de Arte da Oliva e foi fundador e membro do Conselho de Administração do Lugar do Desenho, na Fundação Júlio Resende.

Participou em inúmeras exposições coletivas no país e, no estrangeiro, expôs em Nova Iorque, Espanha, Suíça, Luxemburgo, Brasil, entre muitos outros. Está representado em instituições portuguesas e estrangeiras e também tem obra pública de cerâmica, vitrais e tapeçaria.

Foi distinguido, entre outros, com o Prémio da Fundação António José de Almeida (1977) e está representado em importantes coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Julho 25, 2026 . 14:30

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