
Mira honra São Tomé com cinco dias de festa
É um dos momentos altos do concelho, um espaço de encontro, que chama os que estão fora, dispersos pelo mundo, que regressam para saborear o verão e juntar-se à família. Uma “família” que nos últimos anos cresceu, com muitas centenas de migrantes que escolheram Mira como porto de abrigo. É ainda um convite para os muitos turistas que elegem a Praia de Mira, a estância balnear mais azul da Europa - que há 40 anos ostenta este galardão - para passar as suas férias. Falamos das Festas de São Tomé, que hoje começam em Mira. São cinco dias de festejos, concentrados no Jardim do Visconde, no centro da vila, com concertos, tasquinhas, mostra comercial e de artesanato e vários momentos culturais, com exposições, apresentação de livros, encontro de coros, oficina, feira antiga e, ainda, a feira medieval.
As festas são também um momento de fé, de honrar o padroeiro, São Tomé, de cumprir promessas, de benzer os romeiros, de receber as cidades amigas e irmãs, de abraçar as comunidades de imigrantes e de homenagear os funcionários do município que se aposentaram e os que estão no ativo, com 15, 25 e 35 anos de serviço.
Cinco dias de festa que começam hoje, com a cerimónia de inauguração marcada para as 18 horas, presidida pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro. Um segundo membro do Governo, o secretário de Estado das Comunidades, estará em Mira na sexta-feira, para participar no Dia das Comunidades. As festas representam um orçamento a rondar os 350 mil euros e Artur Fresco, presidente da câmara municipal, não tem dúvidas de que se trata de um investimento e não de uma despesa, com forte repercussão na vitalidade da economia local, particularmente no comércio, restauração, hotelaria e alojamento local. São milhares de pessoas, num evento com entrada gratuita.
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