
Estudantes contestam resultados dos exames nacionais e exigem esclarecimentos
Associações de estudantes do ensino básico e secundário expressaram desconfiança nos resultados das classificações dos exames nacionais, afirmando que nenhum aluno pode ter certeza se precisa de se inscrever na 2.ª fase.
Daniel da Silva, presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, afirmou que "nenhum aluno tem todas as condições" para saber se deve ir à 2.ª fase. Segundo o estudante, "as notas que foram lançadas, muito provavelmente estão erradas", pelo que os alunos "não têm sobre si toda a informação que necessitam para se inscrever na 2ª fase".
Mais de 30 alunos dos distritos de Lisboa e de Setúbal, incluindo estudantes do 9.º, 11.º e 12.º anos, concentraram-se pelas 15:30 em frente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em Lisboa, para manifestar o seu "descontentamento para com este governo e a sua política e para exigir uma escola pública de qualidade".
Os manifestantes manifestaram desconfiança no processo de classificação e de reapreciação devido a problemas técnicos ocorridos com as classificações.
A iniciativa foi promovida pela Associação de Estudantes da Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional, em conjunto com o movimento Voz aos Estudantes, a Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária Michel Giacometti e outras associações estudantis.
Na mesma data, numa conferência de imprensa no MECI, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou que os alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais, cuja realização começa na terça-feira, terão a possibilidade de fazer exame numa época especial no início de setembro, podendo assim concorrer à 2.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior.
Esta medida visa responder a situações em que o resultado de reapreciações de prova não esteja disponível a tempo.
As escolas começaram a receber os ficheiros com as classificações das mais de 300.000 provas apenas na sexta-feira à noite, sendo que 1.400 provas tinham a indicação de suspensos por exames enviados tardiamente, folhas de resposta incompletas ou informações em falta, segundo o Júri Nacional de Exames.
Este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital pela primeira vez, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, o que levou o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.











