
Um campo de férias onde se vive a inclusão do início ao fim
Ontem de manhã, a nossa reportagem foi “dar uma espreitadela” ao que por ali tem vindo a acontecer, desde finais de junho, sob a égide da Associação Pais e Amigos Habilitar (APAH), com o apoio de vários parceiros institucionais e privados, que apenas “pecam” por ainda serem em número reduzido. Entre estes estão, por exemplo, a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas de Aveiro, «mas era bom que houvesse mais, muitos mais», como nos disse Isabel Santos, coordenadora executiva e tesoureira da direção da Habilitar.
Fazem falta mais “campings” inclusivos
Enquanto alguns dos participantes, inscritos na edição de 2026, estavam a andar de bicicleta, «graças, lá está, a mais uma parceria [com a Ciclaveiro]», a também responsável pela logística deste “camping” inclusivo foi-nos contando como é que «este projeto [da Habilitar] cresceu tanto só em quatro anos». «Começou por ser dois dias, passou para duas semanas, depois para quatro e, em 2025, durou cinco semanas [tal como este ano]», recordou, acrescentando que, desta vez, «o número de semanas de duração mantém-se, mas os participantes são mais». De 24, passaram a ter, por semana, 34 crianças e jovens [com idades entre os seis e os 18 anos]. E se condições houvesse receberiam muitos mais, porque «há muita procura». «Este ano, aumentámos o número de vagas e, mesmo assim, ainda é insuficiente», lamentou Isabel Santos, para quem, não só no concelho de Aveiro, mas também no resto do país, «devia haver mais entidades a promover este modelo de “campig” inclusivo».
Mais de 100 inscritos
Contas feitas, nesta quarta edição, participarão até ao final do mês «mais de 100 crianças e jovens, já para não falar nos muitos que gostariam de participar e ficaram de fora por falta de vaga», sublinhou a coordenadora logística do Campo de Férias que se encontra a decorrer na EB João Afonso, mas que não se confina àquele estabelecimento de ensino aveirense. Ali tem havido «jogos de quebra-gelo; workshops de dança, culinária; esta tarde, vamos ter um momento de humor com o humorista Marco Horácio», descreveu Isabel Santos, prosseguindo: «Fora da EB João Afonso, também vamos à praia, piscina, quinta pedagógica inclusiva do CASCI, ao VagaSplash; fazemos ainda vela, canoagem, passeios no comboio turístico, etc.».
Envolvendo crianças e adolescentes com e sem Perturbações do Neurodesenvolvimento (PND), neste projeto da APAH «acontece a inclusão na sua forma mais pura». E tudo isto só é possível graças à direção da associação, aos monitores, mas também a voluntários.
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