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Concerto solidário quer ajudar Kiko, o artista autista

Concerto em Salreu quer unir a comunidade para apoiar as terapias do Kiko. A iniciativa é da Associação Frossitas, com a atuação da Associação Musical do Antuã

A solidariedade vai subir ao palco amanhã, às 21.30 horas, no Salão da Associação Cultural de Salreu, com a realização de um concerto solidário destina­do a angariar fundos para as terapias de Kiko, conhecido carinhosamente como «o pequeno artista», porque adora fazer desenhos e até já ilustrou um livro. A iniciativa, promovida pela Associação Frossitas, de Aveiro, conta com a atuação da Associação Musical do Antuã e o apoio da Junta de Freguesia de Salreu, que se associa a esta cau­sa de sensibilização e apoio a uma família que enfrenta diariamente os desafios do autismo.
Sob o lema “A cura para o autismo é compreender o autis­mo”, o evento pretende não só reunir verbas para ajudar a suportar os custos das terapias de Kiko, mas também alertar a comunidade para a realidade vivida por muitas famílias, que frequentemente se deparam com a escassez de apoios e recursos essenciais. Numa mensagem de agradecimento nas redes sociais, a família de Kiko manifestou o seu reconhecimento pela iniciativa e pelo envolvimento de todas as entidades e voluntários que tornam possível o concerto, deixando ainda um apelo à participação da população. Os bilhetes, de cinco euros, podem ser reservados junto da organização.
Mais do que um espetáculo musical, esta será uma oportunidade para a comunidade se unir em torno de uma causa maior, demonstrando que pequenos gestos podem fazer uma grande diferença na vida de quem mais precisa. E a organização lembra que ajudar está ao alcance de todos e que cada contributo representa um importante apoio para que o Kiko possa continuar o seu percurso terapêutico e que o irá acompanhar ao longo da sua vida.
Pelo país há muitos “Kikos” e esta iniciativa não deixa de ser importante para todos eles, pelo fator de sensibilização que implica. Compreender o espectro é o primeiro passo para a inclusão. Embora seja uma condição permanente, o diagnóstico precoce e o acesso a terapias especializadas podem fazer uma diferença significativa na qualidade de vida e na autonomia de quem vive com esta perturbação.
Atualmente, não existe for­ma de prevenir a maioria dos casos, nem uma cura para a condição, mas especialistas sublinham que um diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente um plano de intervenção adaptado às necessidades de ca­da criança, potenciando o desenvolvimento das competências de comunicação, interação social e autonomia.

Julho 16, 2026 . 09:30

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