
Ligação à A32 vai renovar a ambição paivense
«Esta é a estrada para Castelo de Paiva; a ligação à rede viária nacional». O primeiro-ministro Luís Montenegro fez questão de presidir, ontem, à cerimónia de assinatura do auto de consignação para a construção da variante à Estrada Nacional (EN) 222 que ligará o lugar de Lavagueiras e a sua zona industrial, na freguesia de Pedorido, ao nó de Canedo/Serrinha (em Santa Maria da Feira) da A32.
A edificação, a cargo da empresa bracarense DST, terá um custo de 71,4 milhões de euros e decorrerá durante 900 dias. A nova ligação vai ter a extensão de cerca de 10 quilómetros, com uma via em cada sentido e via de lentos em quase metade do troço. Serão, também, construídas duas passagens superiores, três viadutos (Vale da Cova, Labrecos e Serrinha) e duas pontes: sobre o Rio Inha e o Ribeiro do Portal. |
Durante muitos anos considerada, por sucessivos autarcas paivenses, como a via que iria «desencravar» o desenvolvimento económico do concelho, foi descrita pelo chefe do governo como o instrumento que implusionará «a criação de riqueza e a qualidade de vida diária».
Recordando os tempos em que o município não tinha deputado na Assembleia da República, vincou que muito viajou para o concelho e que, no parlamento, deu voz às suas aspirações. Sinalizou «a luta que foi» necessário para que chegasse o momento de avançar para a concretização desta «obra essencial», que, desde o início dos projetos, se revelou «muito complexa do ponto de vista técnico».
Luís Montenegro “puxou a brasa à sua sardinha”, considerando que, ao avançar para a construção da variante, o executivo que lidera «tomou a decisão mais justa, mais equilibrada e mais acertada».
Sublinhou que também será essencial para o território paivense e para a região em que se integra a ligação ao IC35, que «aproximará» Penafiel e Castelo de Paiva de Arouca, Vale de Cambra e Sever do Vouga. «Para que possa continuar a criar riqueza e a fixar os mais jovens», acentuou.
Ricardo Cardoso, o presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, saudou «a concretização de uma aspiração que uniu gerações» de paivenses. Recordou o trajeto desafiante das últimas décadas, com o fim de atividade mineira, a tragédia da ponte, a perda de uma empresa de referência e os incêndios, enfatizando que o território «foi demasiadas vezes posto à prova», mas salientando que as suas gentes «nunca desistiram» de buscar mais desenvolvimento.
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