
Região de Leiria quer acolher uma das seis grandes áreas empresariais do país
A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria quer acolher uma das seis grandes áreas empresariais do país, tendo remetido ao Governo um plano estratégico nesse sentido, foi hoje divulgado.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a CIM afirmou ter remetido formalmente ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, uma proposta para que uma das grandes áreas empresariais a criar se localize na Região de Leiria.
“A proposta tem por base o Plano Estratégico para o Desenvolvimento de uma Rede de Áreas Empresariais e Parques Tecnológicos da Região de Leiria, documento que sistematiza um modelo de desenvolvimento territorial já em preparação pela CIM e pelos cinco municípios envolvidos [Ansião, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós]”, adiantou o comunicado.
Castro Almeida revelou, a semana passada, em Torres Vedras (Lisboa), que o Governo quer apostar na criação de seis grandes áreas empresariais para fixar empresas multinacionais.
“Queremos construir áreas empresariais entre os três e os oito quilómetros quadrados. Queremos fazer seis no país destas médias e grandes áreas de acolhimento empresarial, ou seja, replicar à escala mais reduzida aquilo que é Sines”, declarou o ministro.
Hoje, a CIM fez saber que a sua proposta, “alinhada com as prioridades definidas pelo Governo e enquadrada no recém-aprovado Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro”, assenta numa rede de cinco áreas de localização empresarial (ALE).
Essas áreas são Camporês (Ansião), Monte Redondo (Leiria), Zona Industrial da Marinha Grande, Carriço/Guia (Pombal) e Zona Industrial de Porto de Mós.
Trata-se de “uma área potencial conjunta superior a 500 hectares e capacidade de crescimento faseado”, explicou a CIM, referindo que “o modelo evita a concentração da atividade económica num único centro dominante, distribuindo valências especializadas e complementares pelos cinco municípios em rede”.
“No âmbito desta rede, a proposta remetida ao Governo admite ainda uma variante de centralização de operações no Centro Logístico do Carriço/Guia, em ligação direta com a atual ALE de Monte Redondo, configurando uma área contígua superior a 500 hectares, apta a acolher a Grande Área de Localização Empresarial da Região de Leiria”, observou.
Para a Comunidade Intermunicipal, “esta localização destaca-se por fortes acessibilidades”, como a Autoestrada 17, Estrada Nacional 109 e Linha ferroviária do Oeste, e “pela proximidade a escassos 20 minutos do Porto da Figueira da Foz, entidade que integra o projeto como parceira na localização da Grande Área de Localização Empresarial da Região de Leiria”.
A CIM destacou ainda que esta proposta tem “como fator diferenciador” a proximidade de “duas infraestruturas energéticas de relevância nacional”, como “o maior armazenamento subterrâneo de gás natural do país, situado no Carriço”, com uma capacidade instalada de “aproximadamente 335 milhões de metros cúbicos e explorado pela REN [Redes Energéticas Nacionais]”, assim como “o ponto de ligação em terra dos parques eólicos ‘offshore’ da concessão da Figueira da Foz, com uma potência a instalar de 4,6 gigawatts”.
Citado no comunicado, o presidente da CIM, Jorge Vala, sustentou que “a Região de Leiria apresenta-se a este processo com um dossiê maduro, tecnicamente sustentado e alinhado com as prioridades definidas pelo Governo”.
“Reunimos escala territorial, acessibilidades de primeiro nível e uma base energética única no país, que fazem da nossa região a candidata natural a acolher uma das grandes áreas empresariais destinadas à fixação de investimento multinacional em Portugal”, defendeu Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós.
Integram ainda a CIM da Região de Leiria os municípios de Alvaiázere, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande.











